O tempo da ligação ferroviária entre as duas capitais ibéricas, Lisboa e Madrid, vai diminuir para metade, prometem os presidentes da CP e da Renfe, mas não vai passar pelas estações de Elvas ou Badajoz.
O objectivo passa por reduzir em cinco horas o trajecto entre as duas cidades, o que implica obras de electrificação da ferrovia entre Salamanca e Fuentes de Oñoro, além de serem necessárias melhorias na linha da Beira Alta. Na prática esta decisão desvenda que a nova ligação vai passar por Salamanca e não pelo Alentejo ou pela Extremadura.
Os presidentes da da Renfe e Comboios de Portugal, Pablo Vega e Manuel Queiró, respectivamente, reuniram-se sexta-feira, dia 17 de Julho, mostrando-se empenhados em encurtar a viagem de comboio entre os dois países para apenas quatro horas.
A ligação entre Lisboa e Madrid, pela Extremadura, realizou-se, pela última vez, a 15 de Agosto de 2012, com o comboio “Lusitania” a efectuar o caminho que desde então não mais se fez.
A alta velocidade prometia solucionar a questão de proporcionar aos passageiros alentejanos e extremenhos a possibilidade de viajar de comboio para Lisboa ou Madrid, mas o projecto foi posto de lado pelo governo português.
O trajecto Lisboa-Madrid continua a realizar-se, via Beira Alta, demorando a carruagem cerca de nove horas para completar a ligação. Os passageiros que saem da estação de Chamartín, em Madrid, entram às 21:50h no comboio e chegam a Oriente e Santa Apolónia depois das sete da manhã do dia seguinte.
Os meios de comunicação espanhóis intitulam que a nova ligação de passageiros prevista entre Espanha e Portugal pode ser “um duro golpe” para o Alentejo e a Extremadura, nomeadamente para as infra-estruturas de mercadorias da região, incluindo a Plataforma Logísticas del Suroeste Europeo, projectada para Badajoz.