A Autoridade Nacional de Proteção Civil enviou para Espanha uma Força Operacional Conjunta para ajudar no combate a um grande incêndio florestal na província de Cáceres, Extremadura. A Força Operacional Conjunta saiu de Castelo Branco, sendo composta por um total de 104 elementos e 32 veículos, provenientes da Força Especial de Bombeiros e dos Corpos de Bombeiros dos distritos de Castelo Branco, Lisboa, Portalegre e Santarém.
A situação é complicada na Serra de Gata, escreve o Hoy na edição online. O incêndio continua a progredir por causa do vento (rajadas de quase 70 km/h), num momento em que um balanço provisório dos bombeiros aponta para 6 500 hectares ardidos numa zona florestal de alto valor ecológico.
“O fogo estava muito próximo. Não sei a extensão, mas há rumores de casas queimadas” – José Manuel Robledo, desalojado, citado pelo Hoy
Em toda esta região da província de Cáceres o número de desalojados das povoações mais afectadas (quatro) é de cerca de 2 500. Há estradas cortadas e habitações destruídas.
Os bombeiros portugueses vão juntar-se aos meios disponibilizados pelas comunidades autónomas da Andaluzia, Castilha e Leão e Castilha La Mancha, num momento em que, após três noites, de combate ao fogo os bombeiros da Extremadura se encontram exaustos.
O fogo deflagrou quinta-feira na Sierra de Gata. No terreno estão centenas de bombeiros com o apoio de 16 meios aéreos.
A aldeia de Hoyos (mil habitantes) foi evacuada. No total há cerca de 2 500 pessoas desalojadas
De acordo com o Hoy, o vento trouxe dificuldades acrescidas aos bombeiros.
A causa do incêndio ainda não foi apurada, mas admite-se que tenha origem criminosa. “Quando um fogo se concentra numa área muito específica é porque houve alguma intervenção humana porque não é mais quente e seco na Sierra de Gata que no resto da Extremadura”, disse o chefe do governo regional, Guillermo Fernández Vara.
Fotos: © www.hoy.es