A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) lamentou “profundamente” a decisão tomada pelo Parlamento relativamente à Lei 72/2015, que define os objectivos, prioridades e orientações de política criminal para o biénio 2015/2017. A Lei, que entrará em vigor a 1 de Setembro, prevê que os incêndios florestais deixem de ser um crime de investigação prioritária.
O presidente da LBP, Jaime Marta Soares, afirma-se “estupefacto”, considerando a alteração “no mínimo insólita”, interpretando-a como “um desrespeito para com as populações que sofrem com o depauperar dos seus bens, sendo também e ainda um grave insulto para com os bombeiros portugueses que combatem os incêndios florestais, defendendo o património colectivo, muitas vezes à custa da sua própria vida”.
“Se o País e a LBP não forem cabalmente informados das razões para esta alteração aparentemente injustificada, será obrigada a interpretá-la como uma aberração legislativa, ou, porventura, um momento menos bom ou infeliz por parte dos deputados que a votaram favoravelmente”, refere a Liga dos Bombeiros Portugueses.

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