A população de Arronches foi convidada para uma caminhada de 6,5 quilómetros, entre o Jardim do Fosso e o Estádio Francisco Palmeiro, que servirá de alerta para a prevenção do cancro da mama. A iniciativa está agendada para domingo, dia 8, pelas 10 horas.
No final das duas horas de caminhada, está prevista a formação de um ‘laço humano solidário’.
A caminhada é uma organização conjunta da Junta de Freguesia de Assunção, do Município de Arronches e do Centro de Saúde local.
?O CANCRO EM NÚMEROS | Incidência no Alentejo
Estimativas da Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC) indicam que, em 2008, registaram-se 12.7 milhões de novos casos de cancro e 7.6 milhões de mortes por cancro (o que significa 13% de todas as mortes). Prevê-se que estes números dupliquem até ao ano de 2030.
Em Portugal o cancro é a segunda causa de morte, logo atrás das doenças cardiorrespiratórias. De acordo com os dados do IARC, ocorreram 24.3 mil óbitos por cancro em Portugal, em 2008. No mesmo ano foram diagnosticados 43.3 mil novos casos de cancro, com uma taxa de incidência de 223.2 novos casos em cada 100 mil habitantes, sendo mais elevada no sexo masculino, 266.8/100000, que nas mulheres, 190.8/100000.
A comparação da incidência de cancro nos três registos oncológicos nacionais (Norte, Sul e Centro), relativa aos dados de 2001, permite perceber que dos 33052 novos casos de cancro diagnosticados, excluindo os carcinomas basocelulares e espinocelulares da pele, 16769 foram registados no Sul. Segundo o mesmo estudo, na Região Sul a taxa de incidência bruta de tumores malignos é de 376.6 por 100 mil habitantes, enquanto na Região Norte é de 312.8/100000 e na Região Centro de 259/100000. A taxa de incidência padronizada, para a população da europa, é de 296.2 por 100 mil habitantes na Região Sul, 290.5/100000 na Região Norte e 208.7/100000 na Região Centro.
O Registo Oncológico Regional do Sul, adiante designado de ROR – Sul inclui as regiões de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e região Autónoma da Madeira. Em 2006, no Sul, a região Alentejo é a que mais contribui para a população em risco, logo a seguir a Lisboa e Vale do Tejo.
Em 2006, foram registados 19.404 novos tumores malignos primitivos na população residente na região do ROR-Sul. A taxa de incidência bruta, para esta população foi de 417.50 novos casos diagnosticados por cada 100 mil residentes na região. A taxa de incidência padronizada, para a população europeia foi de 312.36/100000.
No distrito de Évora foram registados, em 2006, 778 novos casos de cancro. A taxa de incidência bruta foi de 446.21 tumores diagnosticados por 100 mil residentes no distrito e a taxa de incidência padronizada para a população europeia de 290.44/100000. Em Beja, em 2006, foram diagnosticados 615 tumores malignos primitivos. A taxa de incidência bruta foi de 398.51/100000 e a taxa de incidência padronizada para a população europeia de 258.67/100000.
No distrito de Portalegre, no mesmo ano, registaram-se 535 novos casos. A taxa de incidência bruta foi de 447.54, enquanto a taxa padronizada para a população da europa foi 262.01/100000.
Na Região Alentejo registaram-se 1.928 novos casos de cancro no ano de 2006.
Fonte:http://aoalentejo.org/