A única unidade alentejana de cuidados neonatais, localizada no Hospital do Espírito Santo, em Évora, está em risco de fechar portas.
Se a proposta da nova rede nacional de referenciação materna e da criança for para a frente tal como está definida, o Alentejo vai ficar sem unidade de cuidados intensivos neonatais em breve.
Na prática, isto implicará que bebés prematuros com muito baixo peso, “com 700 ou 800 gramas”, tenham que ser transferidos de ambulância para Lisboa, quando o Hospital do Espírito Santo de Évora dispõe de recursos humanos e de equipamentos para dar resposta a estas crianças, contesta Hélder Ornelas, coordenador da unidade de neonatologia daquela unidade de saúde alentejana.
A presidente do conselho de administração do HESE, Maria Filomena Mendes, adiantou que a unidade de neonatologia do HESE assistiu, desde 2011, “mais de 3.300 recém-nascidos e mais de 1.300 bebés nascidos pré-termo”, tendo sido também “ventilados mais de 500 bebés recém-nascidos”.
O fecho da unidade “significa que as grávidas de risco e todos os bebés nascidos nestas circunstâncias teriam que começar a ter acompanhamento fora da região”, realçou, acrescentando que a medida, a concretizar-se, provocará “uma clara perda” para o Alentejo.