A versão final do programa “Revive”, um projecto do Governo que pretende reabilitar e valorizar o património do ponto de vista turístico sob investimento privado, deixou de fora a Fortaleza de Juromenha, a qual chegou a estar incluída na primeira listagem de imóveis do Estado a concessionar a privados.

O monumento, que está em avançado estado de degradação e abandono, foi considerado, numa primeira fase, “um caso de estudo, assente num modelo de evolução da fortificação dentro da Península Ibérica. Nas ruínas é possível ler, numa conjugação rara, a série continua dos períodos históricos – medieval e moderno, islâmico e cristão, de taipa, de pedra, vertical e horizontal – numa sintonia de numerosas e fortes torres, em contraste com poucos, mas robustos e extensos baluartes”.
A última intervenção no espaço, situado nas margens do Guadiana, ocorreu em 1996, após várias obras de recuperação iniciadas em 1950 pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
A retirada da lista indicativa dos bens a integrar o projecto “Revive” não foi, até ao momento, justificada, desconhecendo-se as intenções, se as há, para a recuperar a Fortaleza de Juromenha.

Foto: Município de Alandroal

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