O diestro peruano Andrés Roca Rey, que se estreia esta quinta-feira, no Campo Pequeno como matador de toiros confessou o seu “grande desejo por debutar na capital do toureio em Portugal”.
“É uma praça onde qualquer matador de toiros sonha tourear, pois o ambiente é único e estamos perante um público conhecedor e aficionado”, refere.
Com apenas 21 anos de idade, Roca Rey é já uma das grandes figuras mundiais do toureio da actualidade, posição que vem conquistando, desde tenra idade, à custa de muito trabalho e muita de dedicação.
Em 27 de Fevereiro de 2011, apresentou-se no Campo Pequeno, pela mão do antigo matador de toiros José António Campuzano, num Encontro Internacional de Escolas Taurinas, onde deixou apontamentos de grande classe e valentia.
Roca Rey define assim o seu processo de aprendizagem, um processo que ele considera aberto e em constante evolução: “Tem sido uma evolução contínua, sempre dando passos em frente”.
Toureiro de entrega, é como Roca Rey se auto-denonina, ao afirmar:”Não gosto de me definir como toureiro” e acrescenta: “Cada vez que entro em praça é para me entregar a cem por cento e jogar a vida, pois quero que o publico se emocione quando me vê na arena”.
Andrés Roca Rey tem múltiplas ligações ao mundo taurino pois o seu avô foi administrador da praça Acho (Lima), o seu tio, José António, foi rejoneador e o seu irmão mais velho Fernando, é matador de toiros retirado.
Debutou em público na praça Acho, a 4 de Novembro de2007, num festival com Vítor Mendes, Vicente Barrera, Eduardo Gallo, David Galván e o seu irmão Fernando.
Depois de uma campanha triunfal como novilheiro, em Espanha, França e América Latina, tomou a alternativa em Nîmes, a 19 de Setembro de 2015.
Premiado nas grandes feiras de Espanha e da América Latina, ganhou por duas vezes o “Escapulário de Oro” (2015 e 2016) em Lima e, na presente temporada, saiu em ombros em Valência.
A corrida inaugural do Abono de 2017 no Campo Pequeno tem no seu cartel o cavaleiro João Moura, os matadores Juan José Padilla e Roca Rey e os forcados amadores de Vila Franca de Xira, capitaneados por Ricardo Castelo, sendo lidados seis toiros , dois dos quais a cavalo , da ganadaria de Mário e Herdeiros de Manuel Vinhas e quatro para a lide a pé, dos Herdeiros de Varela Crujo.
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