A etapa que ontem se disputou no Morocco Desert Challenge nem era particularmente difícil e tudo estava a correr bem para a dupla Nuno Matos/Nuno Rodrigues da Silva quando a menos de uma centena de quilómetros do final dos 271,5 que ligavam Oum Jrane a Merzouga, uma avaria no alternador ditou a paragem do Opel Mokka Proto.
A dupla portuguesa já tinha atravessado uma planície de areia perto de Marabout, o desfiladeiro MHarech, as dunas de Ouzina e tinha ainda para cumprir alguns percursos de areia e trilhos de pedra perto de Merzouga e uma primeira travessia do Erg Chebbi, exactamente onde o campeão nacional tinha estado a treinar uma semana antes da prova.
Restava esperar pela assistência, o que nem se afigurava uma longa espera, quando tudo se complicou: “Como em todo lado há gente boa e gente má. Tenho sido extremamente bem tratado em Marrocos, mas hoje tive o revés da moeda, quando uma das pessoas que vinha com a nossa assistência a levou para outro local bem diferente de onde os esperávamos e foram mais de seis horas de espera que inviabilizaram que pudéssemos prosseguir em corrida, como era o nosso objectivo. São situações desagradáveis, mas juntas com tantas outras fazem parte da aprendizagem. “C’est l’Afrique como por aqui se costuma dizer”, explicou Nuno Matos ainda a caminho de Merzouga, onde juntamente com a sua equipa vão tentar perceber a razão para o problema no alternador e preparar da melhor maneira possível a etapa de amanhã, considerada uma das mais duras do rali.
Hoje, dia 21, disputa-se a 5ª especial do Morocco Desert chellenge, que terá lugar em Merzouga. Areia e dunas são as palavras-chave deste dia em que os concorrentes terão de cumprir a travessia de quatro faixas de dunas ao longo de 230 quilómetros. Do percurso faz parte a travessia do Erg Chebbi e do Erg Ouzina.

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