O secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves, afirmou hoje no debate na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) que, “até 15 de Março de 2018, os proprietários privados têm de ter todas as áreas envolventes às aldeias, às casas isoladas, aos parques empresariais e mesmo na envolvente às estradas limpas de vegetação facilmente consumível pelo fogo”.
O secretário de estado ainda referiu que a operação “requer acompanhamento permanente de vários agentes”, e que será ainda realizada uma listagem em que será discriminado o que se deve limpar, assegurando que haverá uma preocupação para que as espécies autóctones não sejam mortas.
“Caso alguns proprietários – por desconhecimento ou por algum laxismo – não o façam, entrarão os municípios a desenvolver esse trabalho de modo a que, no final de maio próximo, tenhamos as aldeias seguras, os espaços verdes seguros, as estradas seguras, as matas seguras e os corredores dos gasodutos também seguros” acrescentou ainda José Artur Neves.
Na sessão o PS apresentou ainda uma proposta de alteração para o OE2018, em que 186 milhões de euros fossem canalizados para despesas com indemnizações, apoios, prevenção e combate aos incêndios. Deste montante, 62 milhões seriam “aplicados em activos financeiros, destinados ao financiamento de despesas com indemnizações, apoios, prevenção e combate aos incêndios”, dentro dos quais estariam destinadas verbas para “indemnizações decorrentes das mortes das vítimas dos incêndios florestais”.
Nuno Magalhães, deputado do CDS manifestou, ainda sobre o assunto, vontade para que também os feridos graves dos incêndios sejam incluídos na proposta de alteração para o Orçamento do Estado 2018.

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