Será esta quinta-feira, às 15 horas, debatida em Assembleia da República a legalização da cannabis para fins medicinais.
Vários médicos de medicina geral, neurologistas, oncologistas, psicólogos assim como investigadores, todos subscritores da área da saúde, assinaram uma carta aberta, divulgada esta quarta-feira, a pedir a legalização da cannabis para fins medicinais, salientando os seus “inúmeros efeitos medicinais”.
Lê-se na carta “a investigação científica tem revelado dados consistentes e sistemáticos sobre os efeitos benéficos desta planta no controlo da dor, na regulação do apetite, no controlo de sintomas associados a doenças neuromusculares, no tratamento do glaucoma, na diminuição dos efeitos secundários negativos que resultam de tratamentos oncológicos, entre muitas outras situações (…) a legalização permitiria a melhoria da qualidade de vida dessas muitas pessoas e um maior e melhor acesso ao tratamento mais adequado ao seu estado de saúde “.
Depois de um pedido do bastonário, o Conselho Nacional da Política do Medicamento da Ordem terá elaborado um parecer em que é dito que a evidência actual “permite considerar a potencial utilização” da canábis em alguns casos, como no alívio da dor crónica em adultos, no anti-vómito no tratamento do cancro, na esclerose múltipla ou no controlo da ansiedade.
Contudo, o parecer indica também que” o uso de canábis como medicamento de uso humano deve ser sujeita a aprovação pelas entidades regulamentares em saúde”, como a Autoridade Nacional ou Europeia do Medicamento. A Ordem dos Médicos avisa ainda, e atendendo à potencial toxicidade, a prescrição da cannabis deve ser exclusivamente médica e com regulamentação específica
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fonte: DN e JN