O PCP levou ao plenário, esta quarta-feira, um projecto de resolução para desvincular Portugal do acordo ortográfico que tantas críticas tem suscitado.
PSD e CDS demonstraram o seu apoio perante o projecto e reconheceram o valor das 20 mil assinaturas da petição também apresentada contra o Acordo Ortográfico, mas a verdade é que o Parlamento vai deixar que a situação se mantenha como está, já que nas votações desta quinta-feira (dia de votações da semana), os comunistas vão estar sozinhos.
A razão de PSD e CDS não votarem em concordância com o PCP prende-se com o facto de estar a ser tratado num grupo de trabalho as mudanças ou regressões a aplicar no Acordo Ortográfico em vigor, e por isso, os partidos preferem aguardar pelas conclusões que devem chegar entre Abril e Maio. Só aí os partidos de direita admitem tomar uma posição, sendo que a desvinculação do acordo é difícil uma vez que, segundo as declarações de José Carlos Barros, deputado do PSD, ao Observador “isso traria vários problemas sobretudo no ensino”. Nuno Magalhães, deputado do CDS, também justificou a posição do seu partido de maneira semelhante, dizendo estar à espera do relatório final para “retirar conclusões de um acordo que parece um desacordo”.
PS e Bloco de Esquerda recusam de forma clara qualquer modificação ao acordo, para o PS os princípios que levaram aos estabelecimento do acordo continuam a ser relevantes e o BE não se revê na pretensão de desvinculação do acordo.

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