Um estudo da JPQ consultores, avançado hoje pelo Público, indica que os riscos demográficos consequentes da descida na taxa de fecundidade e do envelhecimento da população são mais severos territórios fronteiriços de Portugal e de Espanha.
As conclusões estatísticas retiradas pela JPQ consultores indicam assim que as tendências nacionais de decréscimo populacional, envelhecimento, diminuição de activos e quebra das taxas de fecundidade, com uma expressão maior no interior, são ainda mais preocupante nestes territórios junto à fronteira.
A migração de jovens vai agravar a escassez de mão de obra a um ritmo muito superior ao resto do país. Até 2050 a população do interior fronteiriço perderá 20% em Portugal e 8% em Espanha. As quebras de população jovem e potenciais activos na raia serão  também de 20% em Portugal e de 11% em Espanha. A quebra em empregados nas regiões da fronteira portuguesa será de 28% e de 13% no país vizinho.
No estudo são ainda apontadas algumas medidas para inverter este processo demográfico, começando com o reforço da atractividade destes territórios e seguindo para a adaptação local e nacional a um país com menos densidade populacional.
Nas NUT III* portuguesas na linha de fronteira vive 22% da população nacional, cerca de 2,2 milhões de pessoas, enquanto que no lado espanhol vive apenas 7% da população 3,1 milhões.

*NUT-Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos são as divisões regionais existentes em todos os estados-membros da União Europeia, sendo utilizadas pelo Eurostat para a elaboração de todas as estatísticas

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