O documento, que será discutido no dia 6 de Julho, foi defendido por André Silva, deputado e porta-voz do PAN, como sendo a passagem para o papel de um sentimento “geral da sociedade portuguesa”.
Para André Silva há já um enorme “nível de rejeição” pelo espectáculo pelo que afirma ser o tempo certo para “para rejeitar que mutilar e rasgar a carne de um animal, fazê-lo cuspir sangue, seja uma tradição cultural”. O deputado foi ainda mais longe e afirmou que a essência da tourada é “sofrimento e morte”.
O PAN aponta ainda o dedo aos dinheiros públicos que anualmente chegam à tauromaquia, na estimativa do partido entre 16 milhões e 20 milhões de euros por ano, algo que André Silva afirma não entender. Em tom irónico o porta-voz questiona o facto de haver “tantos aficionados” e ainda assim ser necessário “apoios para contribuir e reparar arenas” e compras de bilhetes por parte de autarquias .
Por outro lado a associação Prótoiro acusa o PAN de uma “tentativa desesperada de ganhar visibilidade” através de folclore. Para Helder Milheiro, presidente da associação, a Constituição portuguesa garante o direito à cultura, pelo que este não pode ser condicionado por “critérios ideológicos”.
O PAN deve contar com a rejeição por parte do PCP, Verdes e CDS-PP, e o apoio do Bloco de Esquerda. Quanto a PSD e PS, os dois partidos devem dar liberdade de votos aos seus deputados.

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