No próximo dia 26 de Agosto, a Juventude Popular (JP) vai ter as primeiras eleições distritais desde há várias décadas. A corrida à liderança da recém-criada estrutura distrital já começou, com Francisco Garcia, actual líder dos jovens centristas da concelhia de Portalegre e dirigente nacional da JP, a avançar com a sua própria candidatura.
Francisco Garcia, que cumpre o seu segundo mandato à frente da maior concelhia da JP no distrito, apresenta uma candidatura que agrega militantes de todas as concelhias eleitas – número que se figura nas oito estruturas existentes.
Para a presidência da Mesa do Conselho Distrital o candidato é Tiago Picão de Abreu, antigo líder da concelhia de Elvas, que também exerceu funções como coordenador distrital de Portalegre, e para Secretário da estrutura avança António Alves e Almeida, militante de Portalegre, onde cumpriu diversas funções em recentes estruturas concelhias. A vice-presidência será assumida por Francisco Tavares, “vice” da estrutura concelhia de Portalegre, e por Susana Trindade, que lidera a JP em Monforte.
Entre os nomes que constituem a lista apresentada ao plenário distrital, destacam-se ainda os líderes das recém-eleitas concelhias de Alter do Chão e de Ponte de Sor, Francisco Barreto Caldeira e João Adegas Coelho, o actual presidente da concelhia de Elvas, Rui da Eira, e os líderes das concelhias de Arronches, Campo Maior e Marvão: Leonor Palmeiro, Marta Corado Correia e Pedro Coelho, respectivamente.
As eleições distritais terão lugar no dia 26 de Agosto, nas sedes concelhias do CDS-PP em Elvas e Ponte de Sor, e na sede distrital em Portalegre, onde as urnas estarão abertas entre as 17 e as 19 horas. O período de apresentação de candidaturas encerrará no dia 24 pelas 17 horas.
Desde a transformação ocorrida na antiga Juventude Centrista, para a corrente nomenclatura – JP –, datada de 1998, a organização política juvenil nunca contou com uma estrutura distrital em Portalegre – uma espera que vai terminar nos próximos dias, com o seu primeiro plenário distrital.
Para Francisco Garcia, este “é o momento há muito esperado pelos militantes da JP no distrito de Portalegre, que se viam sistematicamente amputados da representação devida no panorama nacional da organização e, por conseguinte, constantemente isolados, agindo sem apoio e sem qualquer tipo de concertação, e menorizados quando comparados com os seus concorrentes directos. Trata-se de um marco histórico na vida da JP, que concretiza um feito digno de registo numa região improvável”, salienta o candidato à futura distrital da JP, que “fará com que a JP se coloque ao mesmo nível das restantes organizações políticas juvenis no distrito, após anos de constante negligência”.
Sobre a candidatura apresentada, Francisco Garcia afirma que “é um projecto que vem sendo trabalhado há vários meses, que conjuga uma vontade em fazer da JP a grande ‘jota’ da direita democrática, com a construção de uma alternativa ao bipartidarismo que tem dominado os destinos do distrito de Portalegre”. A estes factores acresce a situação actual da região, assolada pela ininterrupta fuga de jovens, agravada pelas próprias tendências centralizantes dos sucessivos governos portugueses, que “tornam insustentável a vida dos mais jovens nas suas terras natal, que por falta de oportunidades profissionais se vêem obrigados a migrar. Há diversos problemas estruturais, e temos uma ideia de fundo para o futuro do distrito de forma a fazer-lhes face. Discordamos da orientação geral que tem caracterizado a visão em relação ao interior português, cujas soluções para a desertificação passam quase sempre pela mesma receita: apoios públicos de todo o género e feitio. Não acreditamos que tenha tido algum resultado significativo; acreditamos que se deve primar pela eliminação dos obstáculos que bloqueiam a criatividade empreendedora dos mais jovens. Nesse sentido, defendemos uma reforma fiscal para os territórios que constituem o interior do país”.
Em termos sectoriais e mais específicos, Francisco Garcia afirma que “não nos podemos iludir com soluções temporárias para o desenvolvimento económico, fazendo depender toda uma região de sectores sujeitos a alta volatilidade e mudanças drásticas”, sendo “imperativa a revisão da relevância de certos sectores produtivos vitais.” Entre eles, “pela importância que imprime no ecossistema produtivo do Alto Alentejo”, o sector agrícola. “Pretendemos debater o estatuto do Jovem Agricultor”, diz o líder dos jovens centristas portalegrenses.
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