A ausência escolar de uma rapariga, de etnia cigana e que frequentava o 7º ano numa escola de Avis, está a dar que falar depois do Juízo de Competência Genérica de Fronteira, da Comarca de Portalegre, ter aceite o abandono da jovem por “razões culturais” da comunidade a que pertence.
O primeiro alerta surgiu da própria escola que alertou a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens das sucessivas faltas às aulas por parte da jovem. A CPCJ encaminhou depois o caso para os tribunais por não chegar a entendimento com os pais da menina. “A menor não demonstra motivação para frequentar a escola, ajudando a mãe nas tarefas domésticas, na medida em que esta, por doença, não as pode realizar”, pode ler-se na decisão, de 5 de Janeiro de 2017, a qual só agora foi tornada pública.

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