O barómetro de saúde oral revela que 34,2% dos alentejanos vão ao médico dentista pelo menos uma vez por ano, um valor que compara com os 31,3% registados a nível nacional. Ainda assim, 24,7% dos que responderam ao barómetro no Alentejo só vão ao médico dentista em caso de dor, mais 2,9% que no resto do país.
Entre aqueles que não vão regularmente a consultas de medicina dentária, o principal motivo prende-se com a falta de dinheiro, 44,4%, ligeiramente acima dos 42,8% registados a nível nacional. 33,3% dos inquiridos no Alentejo alegam que não têm necessidade, um valor inferior aos 44,5% obtidos no resto do país. 11,1% respondem que não querem gastar dinheiro com dentistas, no resto do país apenas 4,2% dos inquiridos apontaram este argumento.
Visitas regulares para higienização (28,8%) e check-up (27,4%) são os principais motivos que levam os habitantes da região do Alentejo a marcar consultas no médico dentista, mais do que o resto do país que registou respostas de 22,9% e 20,6%, respectivamente.
20,5% dos inquiridos afirmam que vão ao médico dentista por causa de dor nos dentes, valor totalmente em linha com a média nacional (20,6%). Mais de 90% dos inquiridos estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o seu médico dentista, à semelhança do que se passa nas restantes regiões.
Existem cerca de 300 médicos dentistas a exercer no Alentejo, o que resulta num rácio de um médico dentista por 2394 habitantes. Ainda que seja menos de metade da média nacional, de um médico dentista por 1105 habitantes, mais de 90% dos alentejanos vivem a menos de meia hora da sua clínica ou consultório de medicina dentária.
Cem por cento dos inquiridos no Alentejo dizem escovar os dentes pelo menos uma vez por dia, valor superior à média de 97,8% no resto do país. Para o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, “os habitantes do Alentejo estão conscientes da importância de manter bons hábitos de higiene oral, apenas na região do Alentejo, e em Coimbra, obtiveram-se 100% de respostas na questão sobre a escovagem de dentes pelo menos uma vez por dia, no entanto, o Barómetro mostra também que há dificuldades de acesso, sobretudo financeiras, a cuidados de saúde oral e isso é preciso mudar. Sem saúde oral não há saúde em geral. As doenças orais têm forte influência em doenças como a diabetes e as cardiovasculares que são das que mais afectam os nossos idosos. É preciso garantir igualdade de acesso para todos às consultas de medicina dentária”.

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