A Aroeira de Valongo, em Avis, e o Plátano do Rossio, em Portalegre, são duas das dez árvores finalistas do concurso “Árvore do Ano de 2019”.
A primeira situa-se na Courela da Igreja, em Valongo (União de Freguesias de Benavila e Valongo). A Aroeira “A Fazedora de Chuva” está classificada como Árvore de Interesse Público desde 1995, destaca-se pela idade (mais de 600 anos) e pelo porte gigante (7 metros de altura e 5 metros de perímetro do tronco), que fazem dela um exemplar único no mundo, já que pertence a uma espécie de porte arbustivo.
A idade, o tamanho e a beleza distinguem esta árvore mas o seu maior valor reside na sua simbologia e na sua ligação às gentes da terra, pois durante muitos anos foi palco do culto “As papas de S. Saturnino”, que acontecia por altura das sementeiras. 
Com 180 anos, o Plátano do Rossio, em Portalegre, é outras das finalistas do concurso. Plantada em 1838 pelo botânico Dr. José Maria Grande é a mais antiga árvore classificada de interesse público portuguesa, registada a 28/08/1938. Do tronco com 5,26m (PAP), saem as pernadas que formam uma copa com 27m de diâmetro. Sob a copa desde as naturais e amenas cavaqueiras, negócios, comícios políticos, encontros amorosos e primeira “sede” do Sport Clube Estrela, muitas são as histórias. Chegou a ter o tronco serrado até meio mas o povo portalegrense revoltou-se e não permitiu o “crime”.
O período de votação para escolher a “Árvore do Ano 2019” decorre até dia 20 de novembro às 23h59. A árvore vencedora irá representar Portugal no concurso europeu “Tree of the Year 2019”.

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