As mulheres portuguesas estão a tornar-se mães cada vez mais tarde. De acordo com o Euro-Peristant – Relatório Europeu de Saúde Perinatal, Portugal surge, em 2015, na quinta posição da União Europeia com uma taxa de maternidade, de mães com idades acima dos 35 anos.
Segundo o relatório, divulgado esta segunda-feira, 26 de Novembro e noticiado pela Público, neste ano as mães com mais de 35 anos representavam 29,4% do total. Ao analisar com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) o diário nacional aponta que em 2016 a tendência agravou, com uma registo de 31%. Uma evolução que regista uma crescimento já que em 2010 a população de mães tardias não chegava aos 22%.
A liderar a tabela está a Espanha (37,3%) seguido de Itália (36,6%), Irlanda (34,3%) e Grécia (29,8%).
No fim da lista lêem-se países como Eslováquia (16,9%), Lituânia (15,7%), Polónia (14,8%) e Roménia (14,4%).
Henrique Barros, presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, instituição parceira do Euro-Peristat, salientou ao Público a mesma relação de países com maior taxa de maternidade tardia e países mais afectados pela crise económica financeira. Referido que ter filhos tarde é uma tendência geral da Europa onde apenas na Alemanha, Estónia, Holanda e Suécia há um inverso.
Henrique Barros indica que para se “encorajar a maternidade em idades mais jovens implica políticas de suporte a mães e pais trabalhadores”.

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