O Gabinete de Proteção Financeira (GPF) da Associação de Defesa do Consumidor (DECO) recebeu eu ano passado 29,350 pedidos de ajuda de famílias e registou um aumento da taxa de esforço mensal.
Em declarações à Rádio Renascença, Natália Nunes, coordenadora do GPF salienta que as famílias portuguesas estão a enfrentar novas dificuldades e novas causas de endividamento.”Uma taxa de esforço de 80% é muito preocupante, porque a recomendável é de 35%. Isto significa que 80% do rendimento da família está logo absorvido por cinco prestações de crédito: crédito à habitação, duas de crédito pessoal e dois cartões de crédito. E foram precisamente os cartões de crédito e o crédito pessoal os grandes responsáveis pelo aumento da taxa de esforço”, referiu à RR.
Natália Nunes diz à Renascença que mais de metade dos pedidos de ajuda foram feitos por parte de pessoas casadas ou em união de facto, mas os dados mostram que estão a aumentar os casos de viúvos, divorciados e solteiros que vêem a situação financeira entrar em ruptura.
Entre as novas dificuldades inclui-se o apoio dos pais e avós, a descida de rendimento nas reformas antecipadas e o aumento de despesas com a Saúde.

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