Os médicos de Portalegre estão a sentir-se em “desespero” revelou, esta terça-feira, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, no âmbito de uma visita ao Hospital Dr. José Maria Grande.
Na base deste sentimento está a preocupação com a carência de profissionais na Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), justificando que “os médicos estão a lutar para ter melhores condições, estão há anos a vestir a camisola e a ajudar esta população, têm promessas continuadas que as coisas vão melhorar, que as coisas vão mudar, que para o ano vai haver mais médicos nesta ou naquela especialidade e não vêem nada concretizar-se”, afirmou o bastonário.
O presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Lourenço, vaticinou que a ULSNA, que gere os hospitais de Portalegre e Elvas e 16 centros de saúde no distrito, necessita “desesperadamente” dos médicos que pretendem fixar-se no interior.
Alexandre Lourenço denunciou que “a pediatria tem quatro médicos no quadro, todos eles com idade de não fazer urgência, todos fazem. A ginecologia/obstetrícia tem dois médicos em idade de reforma, prolongam os contratos para continuarem a trabalhar”.

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