Cerca de 80% das árvores plantadas em zonas de incêndios morreram. Os números são do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) que apontam para as matas do litoral do país.
Rogério Rodrigues, presidente do ICNF, disse durante a apresentação do Plano de Investimentos Matas Públicas do Centro e Litoral que é necessário substituir em cerca de 70 a 80% das áreas reflorestadas.
O dirigente justificou esta especulação com grandes taxas de mortalidade, ao referir que 2018 foi um ano muito seco, com temperaturas de 45 a 47 graus no verão que aumentaram a dificuldade de pequenas plantas sobreviverem.
Rogério Rodrigues espera que haja um Outono e Primavera chuvosos para que o projecto, que vigora até 2022, tenha um grau de sucesso maior.
A estruturação das áreas verdes que sobreviveram, retirada das árvores partidas e derrubada pelo Leslie, recuperação de zonas ardidas e beneficiação da rede viária são intervenções contempladas no plano, que conta com um orçamento de 18 milhões de euros suportado pela venda da madeira.
O presidente do ICNF garantiu ainda capacidade de resposta dos viveiros nacionais para “fornecer plantas para mais de uma década”.
Quanto à Mata Nacional de Leiria, local onde se deu a apresentação do plano, Miguel Freitas, secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento confirmou que a reserva vai continuar a ser um pinhal.

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