O relatório do acidente aéreo que vitimou mortalmente um piloto em Ponte de Sor, no mês de Julho de 2018, foi revelado sexta-feira, dia 26 de Abril.O documento, a que a Lusa teve acesso, aponta como causas prováveis da queda da aeronave a “entrada inadvertida em IMC (condições meteorológicas de voo por instrumentos) com consequente desorientação espacial do aluno piloto devido à perda de referências visuais”.O relatório final do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) confirma ainda que o aparelho que caiu em Ponte de Sor, um Cessna 152, “tinha todos os certificados e licenças válidos” e que os registos de manutenção indicam que tinha sido mantido “de acordo com os regulamentos e procedimentos existentes”.”Não foram evidenciados defeitos ou mau funcionamento do grupo motopropulsor que pudessem ter contribuído ou causado o acidente”, acrescenta.Segundo o relatório, a aeronave “embateu no solo num ângulo elevado e, devido às elevadas forças envolvidas no impacto, o acidente não se configurou de sobrevivência possível”.Como “factores contributivos” para o acidente, o GPIAAF aponta as “condições atmosféricas locais propícias à formação nublosa a baixa altitude”, o facto de tripulações em operação na área não terem feito “relato sobre a alteração das condições meteorológicas locais (PIREP)” e a “pouca experiência do aluno piloto em voo nocturno e a ausência de formação mínima em IFR (regra de voo por instrumentos)”.

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