O “assédio moral e laboral levado a cabo pela presidente da Câmara Municipal de Nisa, Maria Idalina Alves”, está a “agravar-se de dia para dia”, refere o Secretariado da Comissão Coordenadora Distrital de Portalegre do Bloco de Esquerda.De acordo com o partido, “os trabalhadores são humilhados e maltratados ao ponto de muitos deles se encontrarem com graves problemas psicológicos” e “outros terem pedido transferência e até pedido exoneração”.“Os funcionários chegam ao lugar habitual de trabalho e tudo foi mudado, ficam a aguardar horas até que lhes seja comunicado pela presidente da Câmara o seu novo lugar de trabalho, normalmente despromovendo-os e humilhando-os”, pode ler-se em comunicado.O BE deixa mesmo um exemplo: “Caso disso é o recente episódio dos trabalhadores da área financeira, técnicos com provas dadas ao longo de muitos anos, mudados de serviço sem o seu conhecimento e contratada uma empresa prestadora de serviços para os substituir”.Ainda segundo o partido, “vários são os exemplos de despotismo praticados pela senhora presidente Maria Idalina Alves Trindade, desde os condicionamentos à liberdade sindical dentro e fora do local de trabalho, impedimento de delegados e dirigentes sindicais de contactarem trabalhadores e vice-versa até a ameaças e coacção sobre trabalhadores que queiram filiarem-se em sindicatos ligados à CGTP”.“Basta de despotismos de aprendizes/as de ditadorezinhos/as! Basta de caciquismo local em eleitos nas listas do Partido Socialista nas Câmaras Municipais com tiques de autoritários no Norte Alentejano”, conclui o BE.

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