O horário de funcionamento do posto da GNR no concelho de Alcáçovas, em Viana do Alentejo, não está a satisfazer as necessidades da população, que se sente insegura com um posto sede apenas a 18 quilómetros. Esta terça-feira, um cordão humano espera sensibilizar para o reforço de meios na localidade.Desde que o posto da Guarda Nacional Republicana (GNR) das Alcáçovas passou a fechar às 17 horas, Luís Merca, proprietário do restaurante Piscinas, já foi assaltado duas vezes. “Da última vez, os ladrões arrombaram duas janelas, destruíram tudo o que encontram pela frente e provocaram estranhos superiores a 5000 euros”, diz ao JN.Actualmente o Posto da GNR daquela freguesia do concelho de Viana do Alentejo funciona entre as 9 e as 17 horas, apenas com um militar. Após essa hora os populares podem ligar para o Posto Sede localizado em Viana do Alentejo, a cerca de 18 quilómetros, ou utilizar o intercomunicador que faz a ligação com a GNR em Évora, a 33 quilómetros.Para chamar a atenção do poder central para a “necessidade” da abertura do Posto 24 horas, Luís Merca organizam esta terça-feira, pelas 11.15 horas, um cordão humano, que deverá juntará várias pessoas, na Praça da República, perto da Junta de Freguesia e terminará no Posto da GNR.”Trata- se de uma caminhada pacifica. Ao chegar ao Posto daremos um aplauso ao militar que todos os dias está no posto a fazer o seu trabalho, entregaremos a petição a solicitar o reforço de meios e pediremos o livro de reclamações”, explica o comerciante.Manuel, nome fictício, também já foi assaltado. “Antigamente deixávamos as portas das casas destrancadas. Agora fechamos as portas à chave e o medo está sempre presente, sobretudo nos mais idosos”, referiu.Segundo informações a que o JN teve acesso a bomba de gasolina da localidade também já foi alvo dos ladrões.Segundo Ana Ilheu, residente na freguesia, “desde que o posto da GNR passou a fechar às 17 horas, houve um aumento da criminalidade nas Alcáçovas, o que leva os habitantes a trancar as portas com medo de serem assaltados”.O JN questionou o Comando Geral sobre o sentimento de insegurança referido pela população de Alcáçovas, não tendo até ao momento obtido qualquer resposta.

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