A situação que o mundo e o país vivem, fruto da pandemia provocada pelo coronavírus, afecta a todos numa escala global, obrigando à implementação de medidas excepcionais para responder à emergência sanitária.Os autarcas do Alto Alentejo, num espírito de coesão, trabalham com vista às acções que sejam necessárias para minorar e resolver as consequências da crise que atravessamos.Para além da emergência de saúde pública, relativamente à qual já foram tomadas decisões, foi acordada a preparação de medidas temporárias de apoio às famílias, às instituições e às empresas, que devem preferencialmente ser tomadas conjuntamente e harmonizadas entre todos os municípios do distrito, pois já se sente no território os efeitos de uma crise económico-financeira, que inevitavelmente se irá traduzir numa recessão económica cujo impacto negativo nas empresas, nas instituições e nas famílias já se expressa de forma bastante significativa.Com o evoluir da situação da COVID-19, num contexto de incerteza, e de forma a acompanhar, nas matérias de competência municipal, aquelas que têm sido as orientações e decisões do Governo, concertam-se no Alto Alentejo “Medidas Excepcionais e Temporárias de Apoio às Empresas (e sempre em complementaridade e consonância com as medidas já aprovadas pelo Governo do Estado Português), Famílias e Instituições”, estando os autarcas fortemente empenhados em aliviar o impacto da pandemia nas populações e actividades económicas locais.“É essencial preservar o tecido empresarial. É importante que o valor que ao longo dos anos os empresários e os trabalhadores foram criando, não seja destruído em dois meses. É fundamental que a capacidade produtiva se mantenha intacta para que, quando as medidas de contenção forem retiradas, as empresas possam responder às solicitações. É crucial que os postos de trabalho se mantenham para que a experiência e o conhecimento das operações e dos clientes que os trabalhadores adquiriram ao longo dos anos, não desapareça em pouco tempo”, refere a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).Pretende assim o poder local da região, no mais curto espaço de tempo, adoptar medidas conjuntas, que legalmente sejam possíveis aos municípios em complemento às medidas governamentais, para ajudar micro, pequenas e médias empresas, porque está mais próximo da realidade económica local, vive os problemas das populações e do tecido empresarial como mais ninguém e tem uma sensibilidade distinta, diminuindo e mitigando os impactos negativos advenientes deste surto epidémico.No âmbito de um acordo de colaboração entre a CIMAA e a ULSNA, os municípios do Alto Alentejo irão assegurar a comparticipação nacional de uma candidatura para a aquisição de ventiladores, equipamentos de protecção individual e outros materiais e equipamentos necessários, num investimento total de perto de um milhão de euros.

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