O mercado tradicional de Estremoz, um dos ex-líbris da cidade, volta a funcionar no próximo sábado, com algumas restrições, mas transferido para o parque de feiras, na sequência da pandemia de covid-19, informou hoje o município.O mercado, realizado habitualmente ao sábado de manhã, ao ar livre, no Rossio Marquês de Pombal, no centro da cidade de Estremoz, no distrito de Évora, foi cancelado nos últimos sábados, desde o dia 21 de março, “devido à atual situação de estado de emergência provocada pela pandemia”.O presidente do município, Francisco Ramos, explicou hoje à agência Lusa que, no sábado, o mercado é deslocado para o parque de feiras e exposições da cidade e que na próxima segunda-feira vai ser “avaliada” a continuidade da sua realização temporária neste espaço.Segundo a autarquia, o mercado vai funcionar ao ar livre, sendo “respeitadas todas as regras e orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) relativas a distâncias de segurança, higiene e proteção individual”.A câmara indicou que podem comercializar no mercado apenas os produtores e vendedores habituais, sendo ainda a participação restringida aos produtores e vendedores de Estremoz e dos concelhos limítrofes de Arraiolos, Borba, Évora, Fronteira, Monforte, Sousel e Redondo.A participação é ainda condicionada à comercialização de bens considerados essenciais, no âmbito do estado de emergência, como produtos hortícolas e frutícolas, pão, doçaria, queijos, enchidos e outros produtos alimentares.O mercado vai funcionar entre as 07:30 e as 13:00 e o acesso ao mesmo fica condicionado, não sendo permitida a permanência no interior do recinto, em simultâneo, a mais de 100 pessoas,”Recomenda-se que todas as pessoas que se dirijam ao mercado para aquisição de bens essenciais se protejam de acordo com as orientações em vigor, designadamente através da utilização de máscara e luvas de proteção, higienização das mãos, cumprimento da etiqueta respiratória e das distâncias de segurança”, alerta a autarquia. O município refere que pretende, com “este regresso do mercado, estimular a economia local”, apoiando o “escoamento dos produtos dos pequenos produtores locais”, sabendo que “alguns dos produtos hortícolas e agroalimentares comercializados no mercado tradicional têm épocas específicas de produção e comercialização”, as quais “não podem ser adiadas para data posterior”.

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