O Tribunal de Évora determinou a prisão preventiva do suspeito de agredir a ex-mulher e tentar matar o atual namorado, antes de fugir com o filho de 2 anos, em Redondo, revelou fonte policial.
Fonte da Polícia Judiciária (PJ) indicou à agência Lusa que o homem suspeito foi detido por aquela polícia de investigação criminal em Redondo, no distrito de Évora, e presente ontem ao Tribunal Judicial de Évora para primeiro interrogatório judicial, que decidiu aplicar a medida de coação mais gravosa.
Em comunicado, a Direção Nacional da PJ revelou que os factos ocorreram, na madrugada de domingo, na vila de Redondo, após o suspeito de 27 anos ter arrombado a porta da casa da sua ex-mulher.
Depois de entrar na casa, adiantou esta polícia, o homem, “empunhando um pau e uma faca”, agrediu o atual companheiro da ex-mulher, “ferindo-o com dois golpes”, e colocou-se em fuga com o filho de 2 anos.
A PJ disse ter desenvolvido “diligências investigatórias persistentes” e “com caráter de urgência” que “permitiram recuperar a criança”, ao final de segunda-feira, em casa de um familiar próximo, em Montemor-o-Novo, também no distrito de Évora.
No comunicado, a Judiciária afiançou que a criança encontra-se bem e já foi entregue à mãe.
Contactada pela Lusa, fonte policial revelou que o suspeito, de nacionalidade estrangeira, além de ferir com a faca o namorado da ex-mulher, português, também agrediu a murro a antiga companheira, igualmente estrangeira.
De acordo com a mesma fonte, o detido está indiciado da prática de um crime de homicídio na forma tentada, outro de detenção de arma proibida e dois de violência doméstica, estes praticados contra a sua ex-companheira e o filho.
“As vítimas, a ex-mulher e o atual companheiro, foram assistidas no hospital de Évora, tendo já recebido alta”, realçou a PJ, no comunicado.
De acordo com a fonte policial contactada pela Lusa, a ex-mulher tem também 27 anos e a idade do atual namorado é igualmente na casa dos 20 anos.
No comunicado, a PJ realçou que o suspeito foi detido na quarta-feira em Redondo por elementos da ULIC de Évora.
O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora.

TCA (SM) // RRL
Lusa/Fim

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