Uma mulher, de 41 anos, foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de ter matado o marido, de 41 anos, no passado domingo, no concelho de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja, foi hoje anunciado.
Em comunicado divulgado hoje, a PJ revelou que a mulher, de nacionalidade estrangeira, foi detida esta sexta-feira e é suspeita do homicídio qualificado do marido, também estrangeiro, ocorrido na sua residência na aldeia alentejana de Alfundão.
“O crime teve lugar no interior de uma residência, partilhada por vários núcleos familiares, da mesma nacionalidade, todos trabalhadores agrícolas”, precisou a polícia de investigação criminal.
De acordo com a PJ, a vítima foi agredida com um golpe da zona abdominal, com recurso a um objeto cortante, provocando-lhe “lesões cuja gravidade determinaram a sua morte, naquele local”.
“A agressão ocorreu na sequência de [uma] altercação entre o casal, com histórico de conflito e agressão, em território nacional e no país de origem”, disse ter apurado a Judiciária.
Na sequência de diversas diligências e da investigação realizada, em conjunto com o resultado das perícias médico-legais, a PJ sustentou ter recolhido prova para deter a suspeita.
“Foram recolhidos relevantes elementos probatórios que permitiram sustentar a emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito”, especificou, referindo que o inquérito está a cargo do Ministério Público de Ferreira do Alentejo.
A detida será presente às autoridades judiciárias competentes, para efeitos de interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação, enquanto a investigação vai prosseguir, indicou a PJ.
Na segunda-feira, fontes policiais revelaram à agência Lusa que um homem estrangeiro tinha sido encontrado morto, no domingo, com um ferimento no tronco, na casa onde morava em Alfundão, estado a investigação a cargo da PJ.
Fonte do Comando Territorial de Beja da GNR explicou então que, cerca das 14:00 de domingo, a Guarda “recebeu o alerta para um possível suicídio ocorrido numa habitação em Alfundão”, na qual viviam mais pessoas.
No local, os militares depararam-se com “um homem, de 41 anos, de nacionalidade moldava” já morto, mas “encontraram algumas suspeitas” de que pudesse não ser suicídio, acionando a PJ, disse a mesma fonte.
Uma outra fonte policial disse Lusa na altura que a vítima apresentava “um ferimento no tronco”, não se sabendo então se seria “causa direta e necessária da morte”.
Na residência onde morava este homem, casado, viviam “mais dois ou três casais, todos de nacionalidade moldava e que trabalhavam para a mesma empresa”, afirmou na ocasião a fonte.
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