As estruturas distritais e regionais do Chega vão eleger os novos órgãos para um mandato de três anos em eleições distribuídas entre domingo e o próximo fim de semana, nas quais vários deputados enfrentam oposição interna.
Este domingo vão a votos 11 distritais, nomeadamente Lisboa, Porto, Viana do Castelo, Vila Real, Aveiro, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Portalegre e Faro, bem como a direção regional da Madeira.
As eleições para as restantes estruturas distritais – Braga, Bragança, Viseu, Coimbra, Leiria, Évora, Beja – estão agendadas para o próximo domingo, 05 de julho.
Fonte oficial do Chega avançou à Lusa que as eleições para os órgãos regionais dos Açores ainda não estão marcadas e serão em data posterior.
Em várias distritais há mais do que um candidato à liderança da comissão política distrital.
Em Lisboa, a deputada Patrícia Almeida, até agora vice-presidente da distrital, vai enfrentar o ex-candidato autárquico Pedro Tomé Aleixo, depois de o deputado Pedro Pessanha ter decidido não se recandidatar para mais um mandato à frente da estrutura.
Uma das disputas mais acesas verifica-se no Porto, distrital à qual se candidatam quatro listas. O atual líder e deputado Rui Afonso vai enfrentar Carlos Dias, Luís Couraceiro e José Luís Vasconcelos, que é atualmente o presidente da Mesa da Assembleia Distrital.
Também em Santarém há quatro listas candidatas à comissão política distrital e o atual presidente e deputado José Dotti vai enfrentar Sónia Pereira, Manuela Estevão e José Luís Albuquerque.
No Algarve, o deputado João Graça tenta mais um mandato à frente da distrital de Faro, sendo desafiado pelo autarca José Paulo Sousa.
Na distrital de Setúbal, o atual líder, o deputado Nuno Gabriel, enfrenta a oposição de Nuno Valente, vereador da Câmara do Montijo e diretor do Folha Nacional, publicação do partido.
Em Braga, a disputa será entre o atual líder e deputado, Filipe Melo, o também deputado e até agora líder da Mesa da Assembleia Distrital, Carlos Barbosa, e ainda o vereador do Chega na Câmara de Barcelos Paulo Ralha.
Em Aveiro apresentam-se dois candidatos: Pedro Alves, o atual líder da estrutura, e Manuel Almeida.
Já em Castelo Branco, na Guarda, Évora, Viana do Castelo, Vila Real e na Madeira há apenas uma lista candidata.
Em Castelo Branco, o deputado João Ribeiro recandidata-se para mais um mandato e o mesmo acontece em Vila Real, com Manuela Tender, em Viana do Castelo, com Eduardo Teixeira, e em Évora, onde César Luís da Silva se recandidata a mais um mandato.
Na Madeira, o atual líder, Miguel Castro, está de saída e a única lista é encabeçada por Hugo Nunes, que conta com o apoio do deputado madeirense na Assembleia da República Francisco Gomes, que é o número dois da lista.
Na Guarda, candidata-se Henrique Janela, que foi candidato a deputado nas últimas legislativas, mas não conseguiu ser eleito.
Portalegre, que estava sem líder depois da saída de Henrique de Freitas, em abril de 2025, o gestor comercial Pedro Lancha vai defrontar o empresário Luís Homem Gonçalves.
Em Viseu, o atual líder da distrital, o deputado João Tilly, tem oposição de Rui Miguel.
Em Beja, o presidente da distrital Mário Cavaco, disputa as eleições internas contra o deputado António Carneiro, e em Leiria o deputado e atual líder Luís Paulo Fernandes enfrenta Carina Ascenso Francisco.
Na semana passada, a SIC noticiou uma diretiva interna, assinada pelo líder do Chega, na qual André Ventura proibiu deputados, dirigentes e funcionários do partido que não integrem as listas de candidatos de participarem na campanha ou falarem em público a favor de uma candidatura. A infração desta orientação estaria sujeita à aplicação de possíveis procedimentos disciplinares.
No discurso de abertura do último Conselho Nacional, em 21 de maio, quando foram marcadas estas eleições, o presidente do partido apelou à responsabilidade e à união do partido, e pediu aos dirigentes para evitarem criar “distúrbio, dessintonia e perturbação”.
“Não vos estou a pedir que desistam daquilo que são, não vos estou a pedir que abdiquem daquelas que são as vossas convicções, não vos estou a pedir que abdiquem das vossas ambições, não vos estou a pedir sequer que abdiquem das vossas aspirações internas. Estou-vos a pedir o que um líder político deve pedir quando mete o seu país primeiro”, disse André Ventura.
FM // JPS
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