Projeto inovador de célula de combustível inteligente garante presença na final nacional
A Escola Secundária D. Sancho II, de Elvas, estará representada na final nacional do Prémio FAQtos 2026, após uma das suas equipas ter sido selecionada entre os dez finalistas da 13.ª edição da competição.
A equipa, denominada “Frequência de Qualidade”, conquistou um lugar na fase decisiva graças ao projeto “Célula de Combustível Inteligente: Monitorização e Comunicação por Radiofrequência”, uma proposta inovadora que combina produção de energia limpa com tecnologias de monitorização por radiofrequência.
Promovido pelo INOV-INESC e pelo Instituto Superior Técnico (IST), com o apoio do Ministério da Educação, através da Direção-Geral da Educação, o Prémio FAQtos integra um projeto nacional que visa promover a informação e o conhecimento sobre os impactos da radiação eletromagnética emitida pelos sistemas de comunicações móveis na saúde e no ambiente.
O projeto desenvolvido pelos alunos de Elvas consiste numa célula de combustível capaz de converter energia química em energia elétrica sem recurso à combustão, através de reações eletroquímicas. O sistema é complementado por sensores de radiofrequência que permitem a monitorização e comunicação dos dados recolhidos, enquadrando-se no tema desta edição: “As Radiofrequências em Ação”.
Até alcançar a final, a equipa superou várias fases eliminatórias, que incluíram a apresentação de um vídeo inicial, a entrega de um relatório de progresso, um vídeo explicativo do projeto e, por fim, um relatório final.
A grande final decorrerá no próximo dia 11 de julho, no Centro de Congressos do Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Durante a cerimónia, os finalistas terão de enfrentar duas últimas provas: a apresentação de um cartaz em formato A0 com a identificação da equipa e o resumo do projeto, bem como a defesa oral do trabalho perante o júri, numa exposição com duração máxima de dez minutos.
O painel de avaliação será constituído pelo Professor Luís M. Correia, coordenador do FAQtos, pelo Professor Carolino Monteiro, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, pelo Professor Custódio Peixeiro, do Instituto Superior Técnico, e pela Dra. Luísa Furtado Jervell, representante da NOS.
Os três melhores projetos serão distinguidos com prémios monetários de 2.000 euros para o primeiro classificado, 1.500 euros para o segundo e 1.000 euros para o terceiro. Também os professores orientadores e as respetivas escolas serão contemplados com prémios de reconhecimento.
A presença da equipa elvense na final representa um importante motivo de orgulho para a comunidade educativa local e evidencia a capacidade dos jovens alunos em desenvolver soluções tecnológicas inovadoras com potencial aplicação prática
Imagem de Arquivo LE.
