Exportações e importações ultrapassam os 20 biliões de yuans até maio, impulsionadas por políticas de abertura, diversificação de mercados e crescimento dos setores tecnológicos.

O comércio externo da China registou um crescimento de 15,3% nos primeiros cinco meses de 2026, totalizando 20,68 biliões de yuans em trocas comerciais, de acordo com dados divulgados pelas autoridades chinesas a 9 de junho. Os resultados refletem
o dinamismo do setor num contexto internacional marcado por incertezas geopolíticas e pela volatilidade dos preços da energia.
Segundo os dados oficiais, as exportações atingiram 11,91 biliões de yuans, representando um aumento de 11,8% face ao mesmo período do ano anterior. Já as importações somaram 8,77 biliões de yuans, registando uma subida de 20,5%.

Os números revelam ainda que, nos últimos três meses, o valor mensal do comércio externo chinês ultrapassou de forma consecutiva a marca dos quatro biliões de yuans, consolidando uma trajetória de crescimento sustentado.

Especialistas apontam as medidas de estímulo económico e de facilitação do comércio como um dos principais fatores para este desempenho. Segundo Lü Yue, investigador da Universidade de Negócios e Economia Internacional da China, o país tem procurado potenciar as vantagens do seu sistema industrial, a competitividade das empresas e a diversificação dos mercados externos, através de políticas direcionadas de redução de encargos e simplificação dos procedimentos comerciais.

Entre as medidas destacadas encontra-se a implementação, desde 1 de maio, de uma política de tarifa zero para os 53 países africanos com os quais a China mantém relações diplomáticas. O impacto desta iniciativa refletiu-se no comércio sino-africano, que ultrapassou pela primeira vez um bilião de yuans nos primeiros cinco meses do ano, registando um crescimento de 18,2% face ao mesmo período de 2025. Apenas no mês de maio, as importações provenientes de África aumentaram 15%, acumulando nove meses consecutivos de crescimento. Além do aumento do volume comercial, os dados apontam para uma melhoria da qualidade das exportações chinesas. Produtos de elevado valor acrescentado, como veículos elétricos, equipamentos de armazenamento de energia solar e tecnologias avançadas, ganharam maior peso nas vendas ao exterior. Nos primeiros cinco meses de 2026, as exportações de produtos eletromecânicos de alta tecnologia cresceram 18,4%, enquanto o comércio relacionado com inteligência artificial registou um aumento superior a 50% em comparação com o mesmo período do ano passado. As autoridades chinesas consideram que o desempenho do comércio externo constitui um indicador da resiliência da economia nacional e da capacidade do país para sustentar um modelo de crescimento assente na inovação, na abertura económica e na diversificação das relações comerciais internacionais.

Fonte: VCG

Publicidade: Centro de programas de línguas da Europa e América Latina da China

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