Um homem foi condenado pelo Tribunal de Portalegre a uma pena de quatro anos de prisão efetiva por três crimes de abuso sexual de crianças, dois deles agravados, e quatro crimes de importunação sexual, em Sousel.
Em comunicado publicado hoje na página de Internet da Procuradoria da República da Comarca de Portalegre, consultado pela agência Lusa, o Ministério Público revelou que o homem foi condenado na terça-feira.
O acórdão foi proferido pelo Juízo Central Cível e Criminal de Portalegre, pode ler-se.
Segundo o MP, em causa estavam “atos de exibicionismo praticados em locais diversos, atingindo indiscriminadamente adultos e crianças, de diferentes idades e sexos, ao longo de um período de quatro meses”.
Contactada pela Lusa, fonte do MP indicou hoje que o homem, de 50 anos, praticou os atos de exibicionismo em Sousel, distrito de Portalegre, no dia 23 de dezembro de 2024, numa esplanada, em 19 de abril de 2025, num café, e no dia 23 do mesmo mês, à porta de uma residência.
No comunicado, o MP explicou ainda que o tribunal “levou em consideração” os antecedentes criminais do arguido, bem como o facto dos sete ilícitos terem sido praticados “no primeiro ano de liberdade condicional”.
O homem já havia sido condenado a uma pena de oito anos de prisão, também por crimes de natureza sexual, e encontrava-se em liberdade condicional, cujo período só termina em julho, pode ler-se.
Em 11 de junho do ano passado, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção deste homem, em Estremoz, no distrito de Évora, por estar “fortemente indiciado” de “vários crimes” de abuso sexual de crianças e de importunação sexual.
Na altura, em comunicado, a PJ explicou que a detenção foi efetuada através da Unidade Local de Investigação Criminal de Évora, em cumprimento de um mandado de detenção emitido pelo Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre.
A mesma polícia de investigação criminal revelou então que os factos tinham sido praticados em Sousel, “ao longo dos anos de 2024 e 2025, em espaços públicos com afluência de crianças, como jardins e parques infantis”.
“O homem estimulava-se sexualmente frente aos menores e, por vezes, chegava mesmo a puxá-los para detrás de arbustos, sem nunca ter conseguido, no entanto, levar avante os seus intentos, por via da intervenção de terceiros”, segundo o comunicado da PJ.
HYT (TCA) // RRL
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