A Universidade de Évora (UÉ) vai estudar a prevalência da condição de perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico da população do Alentejo, encaminhando os casos detetados para os serviços de saúde, foi hoje anunciado.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a academia explicou que o denominado Projeto ALSarco “alia o rastreio da sarcopenia a uma abordagem integrada que inclui epidemiologia, serviços de saúde, exercício físico e suporte nutricional”.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a Universidade de Évora, através de investigadores do Comprehensive Health Research Center (CHRC), uma empresa de nutrição médica e uma farmácia da cidade alentejana.
A sarcopenia é uma doença caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico, associada principalmente ao envelhecimento, que pode comprometer a autonomia da pessoa.
Citado no comunicado, Armando Raimundo, coordenador do projeto, professor da Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano da UÉ e investigador do CHRC, indicou que este estudo vai estimar a prevalência de sarcopenia na região alentejana.
Essa estimativa será feita “através da identificação de casos positivos durante a avaliação inicial”, permitindo depois “realizar a avaliação funcional e planear programas de exercício físico e suporte nutricional de forma personalizada”, adiantou.
Segundo o responsável, os casos positivos da doença “serão reencaminhados, através de relatório ao médico assistente, para os serviços de saúde”.
Assinalando a importância de se estudar a sarcopenia no Alentejo, Armando Raimundo destacou que esta região apresenta “um dos índices de envelhecimento mais elevados a nível nacional, aliado à dispersão geográfica e à baixa densidade populacional”.
“Estes fatores contribuem para o risco de perda de massa e força muscular que caracteriza a sarcopenia e, consequentemente, para o aumento do risco de quedas, fraturas e perda de autonomia”, sublinhou.
O investigador disse que a população poderá beneficiar deste projeto através da mitigação do risco de sarcopenia, quedas e incapacidade, de recomendações, sobretudo em termos de exercício físico e nutrição e do encaminhamento para os serviços de saúde.
A “redução do risco de isolamento social, do número de internamentos por queda ou fratura e das taxas de institucionalização precoce” são igualmente vantagens desta iniciativa, acrescentou.
O lançamento do projeto está marcado para quarta-feira, às 12:00, na Universidade de Évora.

SM // JLG
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