Os vereadores da Câmara Municipal de Elvas eleitos pelo CHEGA, José Eurico Malhado e Elsa Dourado, reagiram em comunicado às declarações do presidente da Autarquia, José Rondão Almeida, proferidas ao jornal “Linhas de Elvas”, nas quais afirmou sentir-se “envergonhado” com a vitória daquele partido no concelho nas últimas eleições presidenciais.
Na nota enviada à comunicação social, os autarcas do CHEGA consideram que as palavras do edil elvense “merecem uma resposta clara e firme”, sublinhando que “a verdadeira democracia não se celebra, apenas, quando os resultados agradam”.
“Respeita-se sempre, sobretudo quando expressa a vontade livre e soberana do povo”, lê-se no comunicado.
Os vereadores defendem que “os elvenses que votaram no CHEGA não são motivo de vergonha”, mas sim “cidadãos livres que exerceram um direito constitucional”, acrescentando que desvalorizar essa escolha representa “desrespeitar uma parte significativa da população do nosso concelho”.
No mesmo texto, José Eurico Malhado e Elsa Dourado salientam que “a política exige elevação, sentido institucional e respeito pela pluralidade democrática”, frisando que “divergir faz parte do debate político”, mas que “envergonhar-se da decisão dos eleitores não dignifica o cargo que se ocupa”.
Enquanto vereadores eleitos pelo CHEGA, reafirmam o compromisso “com todos os elvenses, sem excepções”, garantindo que continuarão a trabalhar “com determinação, responsabilidade e legitimidade democrática”, em defesa dos “interesses do concelho”. “A democracia não é selectiva, ou se respeita por inteiro, ou não se respeita. Elvas merece respeito e os elvenses também”, concluem.
Também o deputado do CHEGA eleito pelo círculo de Portalegre, João Lopes Aleixo, reagiu às declarações do presidente da Câmara.
“O Sr. Comendador deveria envergonhar-se por fazer esse tipo de comentários. Revelam uma dificuldade preocupante em lidar com o pluralismo democrático. Não são afirmações compatíveis com a postura de um democrata, nem condizentes com a responsabilidade do cargo que ocupa”, escreveu.
