A circulação ferroviária na Linha do Leste entre Torre das Vargens e Elvas estava às 12:00 de hoje suspensa devido à queda de uma árvore, elevando para cerca de uma dezena as linhas afetadas pelo mau tempo.
Em comunicado, a CP – Comboios de Portugal adianta que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo continua suspensa a circulação na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, nos Urbanos de Coimbra e na Linha do Norte os longo curso em Alfarelos (Coimbra).
Segundo a empresa, na Linha da Beira Alta estava hoje de manhã a realizar-se o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda com recurso a material circulante diferente do habitual.
Na Linha do Norte, estão a ser efetuados os serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Castanheira do Ribatejo.
Às 11:0 foi restabelecida a circulação entre Castanheira do Ribatejo e Alverca, que tinha estado suspensa devido a inundação.
Já na Linha de Cascais, mantinha-se às 11:00 a circulação entre Algés e Oeiras em via única.
A circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Linha do Sul, entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de longo curso.
Portugal continental está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo com chuva persistente e por vezes forte e vento, tendo sido emitidos avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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Lusa
