O deputado do PS Luís Dias questionou a ministra da Saúde sobre o prazo de conclusão das obras do Hospital Central do Alentejo e manifestou-se preocupado com a recente subdelegação de responsabilidades da empreitada feita pelo Governo.
A pergunta, consultada hoje pela agência Lusa na página de Internet da Assembleia da República, foi dirigida pelo deputado socialista eleito pelo círculo de Évora, Luís Dias, à titular da pasta da Saúde, Ana Paula Martins.
“Desde que tomou posse o atual Governo liderado pela AD [PSD/CDS-PP], o prazo [de conclusão da empreitada do hospital] já derrapou de 2024, para 2025 e depois para 2026, com o aumento de 58% do valor fixado para a obra”, criticou.
Na pergunta, o parlamentar socialista lembrou que o anterior Governo do PS “assumiu, projetou e lançou este projeto (2019)” e que as obras de construção do hospital, que está a ‘nascer’ em Évora, iniciaram-se em 2021, ou seja, “há quase cinco anos”.
“Foram ainda, com o Governo do PS, dados os passos necessários para que a criação de um curso de Medicina em Évora possa ser uma realidade futura, garantindo, deste modo, um hospital moderno e equipado, capaz de prestar cuidados de saúde de excelência aos alentejanos”, argumentou.
Luís Dias também aludiu ao despacho publicado em Diário da República, esta terça-feira, que subdelegou “no secretário de Estado da Gestão da Saúde as competências relativas à prática dos atos necessários à execução do contrato de empreitada de obra pública para a construção do Hospital Central do Alentejo”.
“Na qualidade de deputado eleito pelo círculo de Évora, é, mais uma vez, com grande preocupação que recebo esta informação, atendendo a que se trata de mais uma alteração de atribuição de responsabilidades promovida pelo Governo da AD”, frisou.
O parlamentar recordou que o Governo já tinha retirado essa responsabilidade à Administração Regional de Saúde do Alentejo, entretanto extinta, “delegando-a na ULSAC [Unidade Local de Saúde do Alentejo Central]”, cujos dirigente acabaram “por se demitir, por não terem meios adequados para o efeito”.
“Este projeto representa o maior investimento de sempre na saúde pública e no progresso da região, é urgente para o aumento da qualidade de vida das nossas populações, pelo que, ao ser adiado, vem igualmente adiar a melhoria dos cuidados de saúde prestados aos alentejanos”, alertou.
Através da pergunta, Luís Dias solicitou informação do Governo sobre quais as atuais datas previstas para a conclusão das obras e para a entrada em funcionamento do hospital e se os atrasos não colocam em risco o financiamento comunitário.
Se o atual Governo mantém o compromisso da criação do curso de Medicina na Universidade de Évora, que progressos foram dados nestes dois anos e qual o estado do processo foram as outras perguntas endereçadas pelo deputado à ministra.
A mais recente data prevista para a conclusão da construção do novo Hospital Central do Alentejo é 2027, revelou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, numa deslocação a Évora, no início de dezembro de 2025.

SM // RRL
Lusa/Fim

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