Celebrar 75 anos é um marco extraordinário que resulta da soma de muitos fatores, que não vamos enunciar. Optamos por perspetivar o feito olhando apenas para a idade. E o que vemos? Notamos que tratando-se de uma instituição, a correspondência que possa ser feita com a cronologia de uma vida humana (o parâmetro mais óbvio) não tem comparação possível. Se é certo que na génese do surgimento de um órgão de comunicação social paira a incerteza sobre o futuro, também não deixa de ser verdade que existe a ambição de construir um projeto que sobreviva aos criadores. E já chegámos lá! No momento atual (infelizmente) no seio da equipa de produz o Linhas de Elvas, já não constam os fundadores, mas tão somente os sucessores. São 75 anos, e a substituição de gerações ocorre, a todo o vapor, com os que cá estamos agora a trabalhar e a desejar, que outras gerações nos substituam. Por isso, aos 75 anos não estamos velhos. Estamos maduros, consolidados, com alento e muitas ideias. Então pensámos: vamos puxar ainda mais para junto de nós os nossos leitores. A pretexto da belíssima idade 75, queremos convidar a nossa geração de fiéis seguidores a responder, de 15 em quinze dias, a três questões, cujas respostas são importantes para nos ajudarem a continuar a somar anos, a crescer e a ir de encontro às expetativas e à confiança que depositam em nós.

Hoje temos connosco Raquel Trabuco, uma das mais conceituadas atletas elvenses. Começou a correr há vinte nove anos. Lembra-se, como se fosse hoje, do seu primeiro corta-mato, na Urra, onde obteve um excelente terceiro lugar. Tinha 10 anos.

Desde aí nunca mais parou, nem quando engravidou, pois correu até aos sete meses de gestação e regressou às pistas passadas três semanas do nascimento do seu filho. Com o 12º ano e o curso auxiliar de medicina dentária, trabalha num consultório médico e treina sempre que pode ou o seu treinador lhe indique. Aproveita a hora de almoço para fazer uns kilómetros e todos os dias são bons para treinar, faça sol ou esteja a chover.

Nas provas, quando não atinge os objectivos pretendidos fica frustrada, mas com vontade de trabalhar ainda mais. Desistir é palavra que não encontramos no seu léxico.  Foi campeã nacional de pista coberta na distância de 1500m e 3000m na categoria de Master 2024, e campeã nacional de pista coberta na distância de 3000m já este ano. Em 2017 sagrou-se vice-campeã de Portugal de 1500m em pista coberta. Internacionalmente, em 2022, sagrou-se vice-campeã da Europa em master na distância de 3000 m e foi vencedora da Meia-maratona de Mérida em 2013, 2014, 2016 e 2ª classificada em 2018. E ninguém lhe ganha no Cross de Don Benito, venceu em 2013, 2014, 2016, 2019 e 2022, ficando em 2º lugar em 2018, 2022 e 2023. Em 2014 arriscou a participação na Maratona de Nova York. O seu currículo é bastante extenso e o seu espírito vencedor. Hoje é atleta no Beja Atlético Clube.

Além de correr, gosta de viajar, ouvir música e estar com a família.

Este podcast conta com direcção de João Alves e Almeida, condução de Ana Maria Santos e Arlete Calais, edição de David Faroleira (estagiário) e coordenação comercial de Ana Trigueiro Santos.

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