Em sessão ordinária da Assembleia Municipal, realizada a 29 de abril, foi aprovada a prestação de contas do Município de Alandroal referente ao ano de 2024. Os dados mostram uma melhoria consistente dos principais indicadores financeiros e orçamentais, com destaque para a “redução total da dívida”, que permitiu ao município deixar de estar em situação de “excesso de endividamento” — algo que não acontecia há cerca de vinte anos, divulgou Município.
O executivo de João Maria Grilo tem vindo a fazer um esforço para dar cumprimento à Lei das Finanças Locais, segundo a qual os municípios não podem ultrapassar um limite de dívida correspondente a 1,5 vezes a média da receita corrente líquida dos três anos anteriores. Graças a uma redução da dívida “de forma contínua” e ao “aumento da receita”, Alandroal terminou o ano de 2024 com “com mais de 700 mil euros de capacidade de endividamento, diminuindo o excesso de dívida, face ao ano anterior, em mais de dois milhões de euros”.
Desde 2018, o município já pagou mais de 5 milhões de euros em capital e juros relativos ao empréstimo do Fundo de Apoio Municipal (FAM). Ainda assim, no final de 2024, os empréstimos a médio e longo prazo ascendiam a cerca de 12 milhões de euros, com o total de amortizações nesse período a ultrapassar os 6,2 milhões de euros.
O presidente da câmara, João Grilo, sublinhou a importância desta conquista, considerando que se trada de “um marco importante, que nos dará mais autonomia e mais argumentos para renegociar o Plano do Ajustamento Municipal (PAM) de 2016, desde sempre desajustado da nossa realidade, continuamos a ter que amortizar dívida a um ritmo superior a 1 milhão de euros por ano nos próximos 10 anos. O que condiciona a nossa atuação. É bom que todos vejam que serão precisos 30 anos e enormes sacrifícios para apagar o abuso e o desnorte de apenas oito.”
Desde 2018, Alandroal tem seguido uma trajetória de consolidação financeira, atingindo um prazo médio de pagamento a fornecedores de apenas um dia, sem registo de atrasos nos pagamentos, com fundos sempre positivos e uma tesouraria que duplicou face a 2017.

