A Guarda Nacional Republicana iniciou neste sábado, 1 de Fevereiro, a Campanha “Floresta Segura”, que decorre até 30 de novembro, com “o objetivo de executar acções de sensibilização e monitorização, acções de fiscalização, de vigilância e detecção de incêndios rurais (IR), investigação de causas e os crimes de incêndio florestal e validação das áreas ardidas, para prevenir, detectar, combater e reprimir atividades ilícitas, garantindo a segurança das populações, dos seus bens e a preservação do património florestal”.

A campanha visa também promoção de acções de prevenção e sensibilização, em coordenação e articulação com outras entidades, nomeadamente, a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), direccionada aos concelhos em que se contabilizaram mais de 100 ignições.

A GNR quer “garantir uma eficiente sensibilização, monitorização e fiscalização, em todo o território nacional, priorizando as Freguesias prioritárias, através do reconhecimento e georreferenciação das situações críticas de incumprimento dos critérios de gestão de combustível, estabelecer uma célere investigação e determinação das causas dos incêndios rurais, analisando todas estas ocorrências, compreendendo as suas causas de forma a conhecer o fenómeno regional subjacente às ignições, direcionando posteriormente as acções de vigilância e detecção, optimizando as valências disponíveis”.

A severidade dos incêndios rurais de 2017 e o impacto dramático constituíram um ponto de viragem na definição e implementação de estratégias que visam assegurar uma eficiente Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI). A GNR esclarece também que “a floresta do continente é dominada por espécies autóctones, salientando-se os montados de sobreiros e azinheiras (cerca de 36% do total) e os pinheiros (cerca de 30%)”. “Os eucaliptais ocupam 26% da superfície florestal e a restante área é distribuída por espécies de menor expressão (incluindo castanheiros, alfarrobeira, acácias, medronheiro, choupos, espécies ribeirinhas e outras resinosas”.

Neste âmbito, a GNR destaca “a responsabilidade da Guarda Nacional Republicana na execução de acções de sensibilização, fiscalização, vigilância e detecção de incêndios rurais (IR), na gestão da rede de vigilância e detecção de IR, no apoio no ataque inicial (ATI) e ataque ampliado (ATA), na execução de acções de fogo controlado, na investigação das causas e dos crimes de incêndio florestal, bem como na validação das áreas ardidas e apuramento de danos.

Esta realidade florestal, associada à diversidade do país a nível geográfico, climático, social, cultural e infraestrutural, ao despovoamento do interior, ao envelhecimento da população rural, às alterações relativas ao aproveitamento e exploração da floresta, às alterações climáticas e à acumulação de elevada carga de combustível, potenciam a possibilidade de ocorrência de IR mais complexos e violentos.

No que diz respeito à atividade da GNR, em 2024, foram monitorizados e fiscalizados 10 256 locais, com ausência de gestão de combustível, que deram origem a 6127 cumprimentos voluntários quanto à limpeza de terrenos, que tinham sido previamente sinalizados. Neste contexto, em 2024, verificou-se uma evolução positiva no que tange à redução, registando-se menos 1 291 ocorrências do que em 2023, equivalente a uma redução de 17% de ocorrências.

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