O Município de Monforte promoveu, no passado dia 14 de maio, o colóquio “Os Museus Portugueses nos Últimos 50 anos. Que Futuro?”, uma iniciativa organizada através do Serviço de História e Arquivo, com o envolvimento de vários serviços municipais.

O encontro decorreu no espaço “Monforte Sacro – Painéis de Azulejos do Século XVIII Sobre a Vida e Milagres da Rainha Santa Isabel” e reuniu especialistas e responsáveis ligados à museologia e ao património cultural, numa jornada dedicada à reflexão crítica sobre meio século de museologia em Portugal e às perspetivas futuras para o setor.

O painel de oradores integrou José Inácio Militão da Silva, responsável pelo Serviço Municipal de História e Arquivo, que apresentou a comunicação “Do Sagrado ao Profano: a <<open museum>> no território do atual concelho de Monforte. Que perspetivas de futuro?”, bem como os especialistas convidados Luís Raposo, ex-presidente do ICOM Europa e colunista do jornal Público, João Neto, presidente da Associação Portuguesa de Museus (APOM), e ainda Pedro Miguel Salvado, André Mota Veiga e Pedro Mendonça, do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, no Fundão.

A sessão de abertura contou com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, do presidente do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, Joaquim Diogo, e do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Ricardo Pinheiro. O evento contou ainda com a presença da vereadora da Cultura, Raquel Pereira.

Na sua intervenção, Miguel Rasquinho destacou o trabalho desenvolvido pelos intervenientes na organização e sublinhou a intenção do município em recolher contributos técnicos que permitam definir a estratégia futura para os equipamentos culturais do concelho.

O autarca anunciou igualmente a criação de um grande circuito museológico em Monforte, integrando o espaço Monforte Sacro e, futuramente, a Capela dos Ossos, o futuro Centro Interpretativo dos Bonecos de Santo Aleixo e o Museu de Arte Sacra.

O presidente da autarquia salientou ainda a importância do futuro Centro Interpretativo dos Bonecos de Santo Aleixo, defendendo a preservação da ligação desta tradição cultural ao concelho.

O programa encerrou com uma atuação da Tuna da Universidade Sénior de Monforte e visitas guiadas ao espaço “Monforte Sacro”, à Igreja de Santa Maria Madalena — onde decorre a exposição “Objetos de Arte e Devoção – 1.ª Mostra de Arte Sacra da Paróquia de Monforte” — e à Capela dos Ossos.

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