O Conselho Municipal de Segurança reuniu, terça-feira, dia 12, nos Paços do Concelho, para analisar alguns temas, entre eles os índices de segurança no concelho.

Nesta matéria foi feita uma análise por parte das forças de segurança presentes, nomeadamente a PSP e a GNR, sobre a situação no concelho no ano de 2025.

O presidente da Câmara Municipal de Elvas, José Rondão Almeida, fez o ponto de situação respeitante ao projeto de videovigilância, desde que foi iniciado, em julho de 2025, explicando que, após se realizar nova proposta do material necessário para implementação e cumprindo as exigências nestas áreas, “aguardamos a avaliação e aprovação junto da PSP, para iniciar os procedimentos de concurso público, num investimento que deverá rondar os 200mil euros”.

Já o subintendente da PSP e comandante da Divisão Policial de Elvas, Pedro Velho, explicou os passos que estão a ser dados, “num processo que em si é moroso e que leva cerca de dois a três anos para estar concluído”, adiantando que “atualmente o processo já chegou ao Gabinete do Diretor Nacional da PSP”, e que deverá seguir para “o encarregado de Proteção de Dados da PSP, seguindo depois para a Comissão Nacional de Proteção de Dados e só depois será enviado para o Ministério da Administração Interna, para autorização”.

O pontos 2 e 3 foram respeitantes às estatísticas em termos de criminalidade, referindo o subintendente, que houve “uma redução nos índices da criminalidade participada, bem como na criminalidade violenta/grave”, fazendo comparação em relação ao ano de 2024, de 4,1 por cento na criminalidade geral, e 7,5% na violenta e grave.

Os crimes mais registados têm a ver com a violência doméstica, ofensas à integridade física simples, ameaça ou coação, condução sob o efeito do álcool e burla informática para a utilização imediata de dinheiro.

Em termos de sinistralidade rodoviária, houve também uma redução do número de acidentes, em cerca de 3,8%, não havendo a registar vítimas mortais, e redução de feridos graves e ligeiros, tendo havido um aumento do número de detenções de condutores sob o efeito do álcool.

No que respeita a 2026, a criminalidade geral diminuiu 16,2% e em termos de criminalidade violenta e grave 25%, nestes primeiros meses do ano, em relação a período homólogo, informou o comandante.

No que respeita à GNR, o comandante Francisco Carvalho, do Destacamento Territorial de Elvas, referiu ter existido um “ligeiro aumento na criminalidade”, nomeadamente de furto de metais não preciosos, também em resultado das obras na ferrovia, e em que “o aumento da vigilância permitiu detetar algumas situações”, bem como de processos de violência doméstica. Salientou também a diminuição da sinistralidade rodoviária registada.

Ambas as forças e segurança se mostraram preocupadas com o crime de violência doméstica pelo facto de, devido ao ambiente em que se insere, ser mais difícil de prevenir e combater.

O ponto seguinte contemplou o relatório de atividade da CPCJ de Elvas, que em 2025 , sendo os processos relacionados com negligência por parte dos progenitores, violência doméstica e absentismo, tendo Raquel Guerra destacado que “a Comissão não trabalha sozinha, mas de forma articulada com as restantes entidades e instituições”.

Em 2025 abriram 308 casos, e que receberam 46 comunicações anónimas, o que reflete “um crescimento exponencial das comunicações anónimas”, sendo que a sinalização surge, na maioria dos casos, através das escolas ou das forças de segurança.

No que respeita aos dados do Serviço de Acompanhamento e Ação Social do Município de Elvas, a chefe de Divisão, Maria João Farelo apresentou os dados respeitantes aos programas sociais existentes, passando também pela questão da habitação no concelho e alguns dados sobre o número de beneficiários e montantes dos apoios prestados no ano transato.

A sessão encerrou com o ponto de situação sobre o Bairro das Pias.

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