O Partido Popular (PP) e o Vox chegaram a um acordo para formar governo na região da Extremadura, após quase quatro meses de negociações desde as eleições, noticiou “La Crónica de Badajoz”.

O entendimento permitirá a tomada de posse de María Guardiola como presidente regional, garantindo uma legislatura de quatro anos.

No âmbito deste acordo, Óscar Fernández, líder do Vox na Extremadura, assumirá o cargo de vice-presidente, acumulando também a pasta da “Desregulação, Família e Serviços Sociais”. O partido ficará ainda responsável pela “Consejería de Agricultura, Ganadería y Medio Natural”.

À saída da Assembleia da Extremadura, ambos os dirigentes manifestaram satisfação pelo compromisso alcançado, sublinhando que foi possível ultrapassar divergências ideológicas.

A tomada de posse do novo executivo está prevista para a próxima semana.

O acordo inclui um conjunto de 74 medidas distribuídas por 61 pontos, abrangendo áreas como energia, saúde, habitação, educação, migração, fiscalidade e sector primário.

Segundo María Guardiola, trata-se de um programa “muito completo”, destinado a impulsionar a região.

Entre as principais competências da vice-presidência liderada por Óscar Fernández estará a simplificação administrativa, com o objectivo de eliminar entraves burocráticos e aumentar a eficiência da gestão pública. O responsável destacou que estas medidas deverão facilitar o dia-a-dia dos cidadãos da Extremadura.

Além disso, o Vox terá sob sua alçada áreas como serviços sociais, inclusão, infância, juventude e cooperação internacional, consideradas prioritárias pelo partido. Já na área agrícola, o partido irá gerir políticas relacionadas com agricultura, pecuária, fundos da PAC, regadios, bem como actividades ligadas à caça, pesca e ambiente.

No plano político, o acordo prevê também a nomeação de Ángel Pelayo Gordillo como responsável autonómico, substituindo Laureano León, que deverá abandonar o cargo.

O entendimento contempla ainda a aprovação de quatro orçamentos. “Todas as medidas foram objecto de uma análise minuciosa, de uma avaliação quantitativa do impacto que cada uma tem quer no orçamento de receitas, quer no orçamento de despesas, e todo esse trabalho levou a que (a negociação) tenha demorado um pouco mais do que gostaríamos”, referiu María Guardiola.

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