O Partido Socialista e o Movimento Cívico por Elvas emitiram, esta quinta-feira, dia 9 de Abri, um comunicado conjunto em que criticam a postura do partido CHEGA na sessão ordinária da Câmara Municipal de Elvas, realizada no dia 8 de Abril.

Segundo o comunicado, os eleitos do CHEGA votaram contra várias medidas consideradas estratégicas para o concelho:

CHEGA votou contra o aumento das bolsas de estudo

É, desde logo, incompreensível o voto contra a alteração do Regulamento Municipal de Apoios
Sociais, uma medida que reforça o apoio às famílias, através da atualização do valor das bolsas
de estudo. Num contexto de reconhecidas dificuldades económicas, esta posição revela um
afastamento das reais necessidades da população.

CHEGA votou contra o investimento de 150 mil euros no comercio local.
Relativamente ao programa “Elvas, Comprar É Ganhar”, sublinhamos o seu impacto direto na
dinamização do comércio local. Apesar de não ter sido possível a sua concretização na Páscoa,
a iniciativa avançará, com uma primeira fase em junho, subordinada ao tema “Património
Mundial”, e uma segunda em dezembro, no âmbito da época natalícia. Votar contra este
programa é rejeitar uma medida concreta de estímulo à economia local.

CHEGA votou contra o procedimento de entrega de 60 casas de Renda Acessível.

Particularmente grave foi também o voto contra o procedimento de atribuição de 60 fogos habitacionais no âmbito do Programa de Renda Acessível, num momento em que o país enfrenta uma grave crise no acesso à habitação. Importa esclarecer que estes programas assentam em critérios legais, objetivos e transparentes, definidos no quadro das políticas públicas de habitação. A invocação de falta de transparência demonstra desconhecimento sobre o funcionamento destes instrumentos e desconsideração pelas entidades envolvidas.

CHEGA não apoiou redução do IMI para reformados e pensionistas.

Registamos ainda a incoerência na votação relativa à redução da taxa de IMI para reformados
e pensionistas. Quem anteriormente defendia a isenção deste imposto votou agora contra
uma proposta de redução, evidenciando uma clara contradição entre o discurso político e a
prática”, lê-se no documento.

O comunicado conclui reafirmando o compromisso do PS e do Movimento Cívico por Elvas com políticas públicas responsáveis, orientadas para o bem-estar das famílias, o apoio aos jovens e idosos, a promoção do acesso à habitação e o desenvolvimento económico do concelho.

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