A vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, Margarida Coelho de Paiva, apresentou uma proposta para a realização de uma consulta pública formal sobre a variante de Santa Eulália, defendendo um processo mais participativo e transparente na tomada de decisão.
A autarca propõe que o projeto seja sujeito a um período mínimo de 30 dias de consulta pública, acompanhado por sessões de esclarecimento descentralizadas, com o objetivo de garantir que a população tenha acesso à informação necessária e possa participar de forma efetiva.
Segundo a vereadora, a auscultação promovida no passado dia 28 de março revelou-se insuficiente para assegurar uma participação informada e com impacto real nas decisões. Nesse sentido, considera fundamental criar um processo estruturado que permita a recolha formal de contributos e propostas de alteração, bem como a sua posterior discussão pública, devidamente fundamentada.
A proposta destaca ainda a importância de alargar o envolvimento às freguesias de São Vicente e Ventosa, além de Santa Eulália, por também serem territórios afetados pela intervenção. Margarida Coelho de Paiva sublinha que São Vicente, em particular, tem sido, até agora, pouco considerada no processo.
“É importante avançar com soluções para o território, mas é igualmente importante fazê-lo sem descurar as populações afetadas”, defende a autarca.
A iniciativa visa, assim, reforçar a participação cívica e assegurar que a decisão final sobre a variante de Santa Eulália resulte de um processo mais inclusivo e informado.
A concluir, a vereadora reafirma o compromisso com o concelho: “Decidir bem exige ouvir melhor. E é isso que esta proposta pretende assegurar”, concluiu.
