Na reunião da Câmara Municipal de Elvas, realizada no passado dia 25 de março, a vereadora do PSD, Margarida Coelho de Paiva, apresentou um conjunto de intervenções centradas em áreas consideradas prioritárias para o concelho, nomeadamente segurança, mobilidade, património, saúde e infraestruturas rodoviárias.
Durante o período antes da ordem de trabalhos, a autarca questionou novamente a não convocação do Conselho Municipal de Segurança, sublinhando a importância deste órgão para a articulação entre entidades e a resposta a situações que afetam a tranquilidade pública. No mesmo âmbito, denunciou uma ocorrência registada a 13 de março na Rua de Alcamin, onde uma ambulância não conseguiu aceder ao local, situação que, segundo referiu, evidencia um problema já anteriormente sinalizado.
No que respeita ao património e espaço público, Margarida Coelho de Paiva manifestou preocupação com o estado do Castelo de Elvas, após novas quedas de elementos estruturais, defendendo a necessidade de uma intervenção de fundo. Foi igualmente apontada a necessidade de manutenção e limpeza do miradouro do Castelo, considerado um espaço relevante para residentes e visitantes.
Na área da mobilidade e transportes, a vereadora solicitou esclarecimentos sobre o ponto de situação dos carregadores elétricos no concelho e uma eventual isenção de taxas associadas. Questionou ainda a entrada em funcionamento da aplicação do autocarro urbano e recomendou o ajustamento dos horários deste serviço aos horários ferroviários, com o objetivo de melhorar a articulação entre meios de transporte.
Relativamente à área da saúde, foi solicitado um ponto de situação atualizado sobre o Hospital de Elvas, tema que continua a suscitar preocupação junto da população.
Já no capítulo das infraestruturas rodoviárias, destacou-se a intervenção sobre a variante à ER246, em Santa Eulália. A autarca recomendou a divulgação pública do ponto de situação do processo, a obtenção de informação vinculativa junto da Infraestruturas de Portugal sobre financiamento e prazos, a apresentação de um cronograma concreto de execução e a promoção de um processo de auscultação da população local.
Na ordem de trabalhos da reunião estiveram incluídos procedimentos concursais, cedências de equipamentos e apoios a associações. No entanto, a vereadora lamentou a ausência da proposta de criação de uma equipa de acompanhamento e fiscalização da Aquaelvas – Águas de Elvas, S.A., considerando tratar-se de uma matéria central para a transparência e controlo de um serviço público essencial.
Segundo referiu, espera que o tema possa vir a ser incluído na próxima reunião do executivo municipal, agendada para 8 de abril.
Margarida Coelho de Paiva reafirmou ainda que continuará a exercer o mandato com sentido de responsabilidade e foco na defesa dos interesses da população elvense.
