Momentos de tensão e ansiedade aconteceram esta quarta-feira no bairro de Cerro Gordo, em Badajoz, após o desaparecimento de duas crianças de apenas dois anos que conseguiram sair das dependências da escola sem serem vistas pelos funcionários, noticia a Crónica de Badajoz.

Segundo moradores locais, a situação ficou evidente quando várias professoras foram vistas procurando desesperadamente pelos arredores. “Vi uma professora correndo por um campo, extremamente aflita, com outras duas, e do outro lado da rua havia outras professoras do pré-escolar também procurando, todas com semblante ansioso”, explicou um morador.

A preocupação espalhou-se rapidamente pelo bairro, onde um grande contingente policial foi mobilizado. “De repente, o bairro estava cheio de policiais locais, viaturas da polícia nacional e professores correndo por toda a escola”, observou uma moradora.

O alerta oficial teria sido emitido por volta das 12h10, embora não se saiba quanto tempo as crianças ficaram fora da escola. “Parece que uma criança fugiu da escola e ninguém sabia onde ela estava”, acrescentou.

Falha de Segurança

No entanto, o que gerou maior indignação entre as famílias foi a ausência de registro de uma segunda criança desaparecida. Ambas as crianças foram encontradas juntas fora das dependências da escola. “O mais grave é que encontraram o menino com outra criança que ninguém estava procurando; ninguém sabia que duas crianças tinham fugido”, afirmou uma testemunha.

Aparentemente, as crianças estavam fora da escola há um tempo considerável. “Essas crianças ficaram fora da escola por pelo menos meia hora; o menino disse que foi em direção ao parque”, afirmou um vizinho.

As críticas também se concentraram nas condições de segurança da escola. “As portas estão destrancadas, tudo está aberto, qualquer um pode entrar e sair como quiser, e era inevitável que isso acontecesse”, lamentou uma mãe, que insistiu que essa situação já havia sido relatada anteriormente. Nesse sentido, vários pais acreditam que o ocorrido poderia ter sido evitado com um melhor controle de acesso. “Com um zelador vigiando a porta, isso não teria acontecido”, afirmaram.

Além disso, várias mães relataram incidentes semelhantes na mesma escola. “Há um ou dois anos, outra aluna também saiu da escola, e a mãe dela foi aconselhada a registrar uma queixa, porque isso não pode ficar assim”, conta uma vizinha. Segundo seu depoimento, a mãe envolvida na ocasião “estava chorando hoje porque disse que talvez, se tivesse registrado a queixa, eles teriam dado mais atenção ao caso”.

Apesar de ninguém se ter ferido, os vizinhos concordam com a gravidade do ocorrido e exigem medidas urgentes para evitar que uma situação semelhante se repita. “É um assunto muito sério”, concluem.

Fonte: Crónica de Badajoz

Foto: Rebeca Porras

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