A jovem Rita Tavares, aluna do 12.º ano do Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor (AEPS), integrou a delegação portuguesa na 70.ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW70) que decorreu entre os dias 9 e 19 de março, na sede da ONU, em Nova Iorque, onde Estados-membros, organizações não-governamentais, ativistas, jovens e representantes do setor privado se reuniram para debater questões fundamentais relacionadas com os direitos das mulheres e das meninas.

A participação de Rita Tavares neste fórum internacional resulta do seu envolvimento no Projeto “Sem Sombras: Jovens, Igualdade e Outras Economias”, iniciativa do Graal e CIDAC com a chancela Camões (Instituto da Cooperação e da Língua) e o apoio dos municípios de Chamusca e Ponte de Sor, promovido nos últimos dois anos letivos no AEPS e Agrupamento de Escolas de Chamusca, bem como, no “Roda das Raparigas” e “Em Roda”, projetos de jovens e jovens mulheres do Graal.

A escolha da Rita, de 17 anos, para representar Portugal no grupo das menores de 18 anos, no CSW70, é o corolário do seu empenho na reflexão, partilha de ideias e experiências sobre a condição das raparigas e das mulheres em Portugal e no resto do mundo, assim como, na construção de pensamento crítico sobre temas como igualdade de género, direitos humanos e cidadania.

A edição deste ano centrou-se no tema “garantir e reforçar o acesso à justiça para todas as mulheres e meninas”, numa altura considerada crítica a nível global, marcada por desafios ao Estado de Direito, restrições ao espaço democrático e persistentes violações de direitos. Para as Nações Unidas, este é um momento crucial para reforçar a autonomia das mulheres e assegurar os seus direitos.

Durante o evento, foram discutidas e apresentadas recomendações assentes em cinco áreas prioritárias: o combate à impunidade, através do cumprimento efetivo das leis e responsabilização dos agressores; a eliminação de legislação discriminatória, num contexto em que as mulheres detêm, em média, apenas 64% dos direitos legais dos homens; o reforço do financiamento dos sistemas de justiça, incluindo apoio jurídico e serviços centrados nas sobreviventes; o investimento em organizações femininas que promovem reformas, apoiam vítimas e mobilizam a sociedade; e a utilização responsável da tecnologia e dos dados, com vista à inovação, combate ao viés algorítmico e prevenção do abuso online.

A participação da aluna do AEPS neste encontro internacional representa não só um marco de valorização pessoal, mas também um motivo de orgulho para a comunidade educativa de Ponte de Sor, evidenciando o papel crescente dos jovens portugueses em debates globais de grande relevância.

Acresce que a presença de jovens em espaços de decisão e reflexão internacional deverá ser cada vez mais valorizada, sendo esta essencial para a construção de sociedades mais justas, inclusivas e sustentáveis.

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