A VASP – Distribuição e Logística informou que um colaborador da empresa remeteu informações financeiras incompletas ao gabinete do ministro da Presidência suscetíveis de terem induzido em erro e lamentou o sucedido, apresentando desculpas pelas consequências.
Em comunicado, a VASP esclarece que teve conhecimento na sexta-feira “de que foram remetidas, por um colaborador da empresa, ao gabinete do ministro da Presidência [António Leitão Amaro], algumas informações financeiras incompletas, suscetíveis de terem induzido em erro a respetiva equipa, tendo já transmitido e explicitado o ocorrido junto daquele gabinete”.
Perante isto, “a VASP lamenta o sucedido e apresenta as suas desculpas pelas consequências daí decorrentes, esperando que o relacionamento institucional com o Ministério da Presidência e com sua excelência, o senhor ministro da Presidência, se mantenha assente em princípios de cooperação e respeito institucional, tendo em conta a existência de uma rede de distribuição de imprensa sustentável que assegure a todos o direito de acesso à informação”, prossegue a empresa do grupo Bel.
No comunicado, a empresa de distribuição e logística “reafirma o seu compromisso com os mais elevados padrões de rigor, transparência e responsabilidade, encontrando-se inteiramente disponível para prestar todos os esclarecimentos que se revelem necessários, num espírito de total cooperação institucional”.
Em 17 de março, a VASP tinha manifestado a sua preocupação com a proposta do Governo sobre a distribuição de imprensa, considerando que esta tem o potencial de gerar efeitos contrários aos pretendidos, ao fragmentar um sistema logístico nacional.
O Governo propõe um modelo de apoio à distribuição e venda de imprensa com dois pilares, duração de três anos e financiamento total de 3,5 milhões de euros.
No pilar I, que diz respeito ao apoio à distribuição, este será atribuído através de um concurso público internacional, dividido em dois lotes territoriais: o lote 1 abarca Norte e Centro e o lote 2 Oeste e Vale do Tejo, Grande Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve.

ALU //  CSJ
Lusa/Fim

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