O Plano Municipal de Acção Climática (PMAC) de Campo Maior encontra-se em consulta pública e contém uma estratégia assente em 41 medidas, das quais 30 são de mitigação e 11 de adaptação.
No passado dia 3 de Março foi publicado em Diário da República (DR) o aviso de que o PMAC de Campo Maior se encontra em consulta pública, desde essa data e por um período de 30 dias.
Consultado pela agência Lusa, o PMAC de Campo Maior engloba também medidas “com carácter transversal”, todas com o objectivo de “reduzir o consumo energético e promover fontes renováveis” no concelho.
Reforçar a capacidade adaptativa do território e da população para enfrentar fenómenos climáticos extremos, através de soluções baseadas na natureza, eficiência na gestão de recursos e capacitação institucional, são objectivos traçados pelo plano.
Outras das medidas passam por implementar programas de eficiência energética em edifícios e iluminação pública e incentivar a criação de comunidades de energia renovável.
A instalação de unidades de produção para autoconsumo e a aplicação de tecnologias sustentáveis no sector agroalimentar estão também preconizadas no PMAC.
De acordo com o documento, a Autarquia pretende ainda, entre outras vertentes, reforçar e renovar a frota municipal com veículos de zero emissões e maior eficiência, expandir e valorizar a rede de percursos pedonais e cicláveis e desenvolver uma rede pública de carregamento para veículos eléctricos.
O PMAC espera ainda “criar e promover” sistemas públicos de mobilidade suave e partilhada, promover a eficiência do uso da água em meio agrícola, realizar campanhas de sensibilização e educação para promover a adoção às alterações climáticas ou desenvolver um guia de boas práticas para as pequenas e médias empresas.
O cronograma para a implementação das medidas definidas no PMAC de Campo Maior vai ser organizado em diferentes fases, com algumas a terem como meta o ano de 2050.
No documento é ainda possível ler que as medidas de adaptação, mitigação ou de natureza transversal poderão ser alvo de reanálise aquando da revisão intercalar do plano, previsto para 2035.
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Lusa
