A 8 de Março assinala-se o Dia Internacional da Mulher, uma data que convida à reflexão sobre a condição feminina, os avanços alcançados e os desafios que persistem.
Em Portugal, os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) traçam um retrato demográfico e social que evidencia a maioria feminina na população.
Em 2024, residiam no continente 10.248.477 pessoas. Destas, 5.349.499 eram mulheres e 4.898.978 homens, confirmando uma maioria feminina no conjunto do território.
No distrito de Portalegre, a tendência mantinha-se: dos 103.566 residentes, 54.409 eram mulheres e 49.157 homens.
Também no concelho de Elvas as mulheres estavam em maioria, com 10.667 residentes, face a 9.658 homens, num total de 20.325 habitantes.

Os números espelham uma realidade demográfica consolidada, em que as mulheres representam uma fatia ligeiramente superior da população, fenómeno que se repete a nível nacional e regional.
No plano educativo, os dados revelam uma forte participação feminina no ensino superior em Elvas.
No ano lectivo 2023/2024, 62,7% dos diplomados do ensino superior no concelho eram mulheres.
Já em 2024/2025, as mulheres representaram 60,5% dos inscritos no ensino superior.
Por seu turno, entre os docentes registou-se um equilíbrio: 24 homens e 24 mulheres, num total de 48 professores.
No conjunto do distrito de Portalegre houve uma ligeira maioria feminina entre os docentes, com 145 mulheres e 132 homens, num total de 277.
Os dados confirmam a crescente qualificação académica das mulheres e a sua consolidação no espaço universitário, tanto como estudantes como em funções docentes.
Protecção social e mercado de trabalho
Em 2024, Elvas contabilizava 1.159 beneficiários do Rendimento Social de Inserção, medida gerida pela Segurança Social. Destes, 612 eram mulheres e 547 homens, o que revela uma ligeira prevalência feminina.
No sector da saúde, as diferenças são mais evidentes. Entre os médicos em Elvas havia 99 homens e 54 mulheres, num total de 153 profissionais. Já entre os enfermeiros, verificou-se o inverso: 136 mulheres e 40 homens, num total de 176.
Nos médicos dentistas, as mulheres também estavam em maioria, com 11 profissionais face a seis homens, num total de 17.
Maternidade cada vez mais tardia
No Norte Alentejo, a idade média das mulheres ao nascimento de um filho fixou-se, em 2024, nos 30,8 anos.
Este dado acompanha a tendência nacional de adiamento da maternidade, associada a factores como a estabilidade profissional, a formação académica e as condições económicas.
Um retrato que convida à reflexão
Estes dados do INE permitem constatar progressos significativos, sobretudo na educação e na participação qualificada das mulheres na sociedade.
Contudo, evidenciam também desigualdades persistentes em determinados sectores profissionais e na vulnerabilidade social.
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